Há uma casa, na esquina da Conde
de Araruama com Alfredo Backer, no centro em Macaé, que se parece, por fora,
com tantas outras da vizinhança. Dentro, ela acolhe oito pessoas unidas, não
por laços de sangue, mas pelo amor e pela busca por uma ressocialização em
sociedade. O lar, primeiro do estilo, no município, é uma Residência
Terapêutica, um equipamento que prevê a desinstitucionalização dessas pessoas
que ficaram internadas por pelo menos dois anos ininterruptos em hospitais
psiquiátricos.
Os oito moradores - que passaram
pela longa internação, um deles, por 20 anos - foram levados para a nova
residência, na início deste mês e, portanto, estão em fase de adaptação. Mas já
é possível ver autonomia e responsabilidade em seus afazeres. Eles já estão
arrumando suas camas e fazendo outras atividades, mas sempre acompanhados e
observados por cuidadores.
Nos próximos dias, mais duas pessoas vão morar na casa que ficará com lotação máxima: 10 pessoas.
- Trata-se de um dispositivo baseado em desospitalização mental, onde antes utilizavam-se eletrochoques, camisa de força... Trabalhar essa ressocialização é uma forma de lutar contra a discriminação. Antes, esses pacientes ficavam em regime fechado e até ociosos. Por conta dessa nova metodologia, eles poderão se ressocializar de forma mais eficiente, pois traz de volta para o convívio no lar - explica Ana Paula Dal-cin, gerente da Vigilância em Saúde do município.
Júlio César Pereira, gerente do programa de Saúde Mental; Rosélia da Conceição Souza Bonifácio, coordenadora de equipe de Desinstitucionalização; Cristiane Lopes Louro, psicóloga e Ana Vitória Bispo dos Santos, terapeuta ocupacional fazem parte da equipe que gerencia a residência que funciona em uma parceria com o Ministério da Saúde.
Para acompanhar esses moradores há quatro auxiliares e quatro técnicos de enfermagem plantonistas para o fim de semana que foram enviados pela Coordenação de Enfermagem do município. A prefeitura já convocou profissionais que passaram no último concurso para cuidador para atuarem na casa.
- Desses 10 pacientes, apenas dois possuem parentes biológicos e o objetivo é reintegrá-los à família. Quando os parentes vêem a situação, isso facilita o retorno. A iniciativa gera, no mínimo, uma reaproximação. A ideia é mostrar a eles que essa ressocialização é possível - explica a terapeuta Ana Vitória.
Futuramente, os moradores vão participar de terapias em grupo, oficinas e atividades corriqueiras e diárias na vida de qualquer cidadão: ir à praia, à praça e retornar para suas casas. "Essa é a primeira residência. Alguns pacientes têm também dificuldades físicas e ainda são pouco autônomos, mas já foi possível ver como reagiram bem em um ambiente familiar. Não houve nenhum estranhamento nesses primeiros dias. Isso foi algo além do esperado e muito positivo", ressalta Cristiane Lopes.
Nos próximos dias, mais duas pessoas vão morar na casa que ficará com lotação máxima: 10 pessoas.
- Trata-se de um dispositivo baseado em desospitalização mental, onde antes utilizavam-se eletrochoques, camisa de força... Trabalhar essa ressocialização é uma forma de lutar contra a discriminação. Antes, esses pacientes ficavam em regime fechado e até ociosos. Por conta dessa nova metodologia, eles poderão se ressocializar de forma mais eficiente, pois traz de volta para o convívio no lar - explica Ana Paula Dal-cin, gerente da Vigilância em Saúde do município.
Júlio César Pereira, gerente do programa de Saúde Mental; Rosélia da Conceição Souza Bonifácio, coordenadora de equipe de Desinstitucionalização; Cristiane Lopes Louro, psicóloga e Ana Vitória Bispo dos Santos, terapeuta ocupacional fazem parte da equipe que gerencia a residência que funciona em uma parceria com o Ministério da Saúde.
Para acompanhar esses moradores há quatro auxiliares e quatro técnicos de enfermagem plantonistas para o fim de semana que foram enviados pela Coordenação de Enfermagem do município. A prefeitura já convocou profissionais que passaram no último concurso para cuidador para atuarem na casa.
- Desses 10 pacientes, apenas dois possuem parentes biológicos e o objetivo é reintegrá-los à família. Quando os parentes vêem a situação, isso facilita o retorno. A iniciativa gera, no mínimo, uma reaproximação. A ideia é mostrar a eles que essa ressocialização é possível - explica a terapeuta Ana Vitória.
Futuramente, os moradores vão participar de terapias em grupo, oficinas e atividades corriqueiras e diárias na vida de qualquer cidadão: ir à praia, à praça e retornar para suas casas. "Essa é a primeira residência. Alguns pacientes têm também dificuldades físicas e ainda são pouco autônomos, mas já foi possível ver como reagiram bem em um ambiente familiar. Não houve nenhum estranhamento nesses primeiros dias. Isso foi algo além do esperado e muito positivo", ressalta Cristiane Lopes.

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