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Estado
pagará salários de servidores na próxima sexta-feira
(Foto: Levy
Ribeiro)
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Inicialmente, prazo era nesta
quarta. Governo afirmou que o adiamento foi necessário por causa da forte crise
financeira
O Estado pagará os salários dos
servidores ativos, inativos e pensionistas na próxima sexta-feira, e o valor
será de R$ 1,445 bilhão a mais de 468 mil profissionais. Inicialmente, o prazo
era até esta quarta-feira. No entanto, a assessoria de imprensa do governo
afirmou que o adiamento foi necessário "por causa do agravamento da crise
financeira fluminense, provocada pelo aprofundamento da desaceleração da
economia brasileira".
A assessoria destacou ainda que o
governo está fazendo esforços para gerar receitas para enfrentar as
"turbulências econômicas".
Desde o fim do ano passado, o
governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, fez várias mudanças no calendário dos
servidores para que o pagamento possa ser efetuado. O novo prazo é até o sétimo
dia útil de cada mês. Será o terceiro mês consecutivo que os funcionários
reclamam da dificuldade de receber o salário da na data estabelecida.
Crise causa greves
O governo Pezão vem enfrentando
uma série de greves por conta da crise no estado. O atraso nos salários, a
mudança no calendário dos pagamentos e o parcelamento da segunda parcela do
décimo terceiro, além dos pedidos de reajustes salarias e melhores condições
de trabalho, são as reivindicações dos grevistas.
Nesta segunda-feira, funcionários
e alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
realizaram um protesto no primeiro dia de paralisação da instituição,
votada em assembleia na semana passada.
A instituição emitiu uma nota hoje
e disse apoiar o movimento grevista por não ter recebido parte da verba
para honrar com o pagamento de tercerizados e bolsistas. Os grevistas acusam o
governo de descaso e reivindicam melhorias no que chamam de "sucateamento
da universidade".
No último dia 20, em
assembleia geral realizada no Clube Municipal, na Tijuca, profissionais de
educação das escolas estaduais decidiram entrar em greve por tempo
indeterminado. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação
do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), a decisão de paralisar as atividades foi tomada
devido às últimas manobras do governo estadual, que, além dos atrasos e
parcelamentos nos vencimentos, mudou o calendário de pagamentos para o sétimo
dia útil e enviou à Alerj projeto que prevê mudanças no sistema previdenciário
do funcionalismo estadual.
Conforme adiantou nesta
terça-feira o Informe do Dia, o projeto que previa o aumento no desconto
da previdência dos servidores, além de impedir a concessão de reajustes
salariais nos próximos anos, foi retirado da Alerj por Pezão.

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