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Homem usa
roupas de proteção nas instalações do Hospital Royal
Free, ao
norte de Londres, durante preparação para um teste em
um paciente
contaminado pelo vírus Ebola(Leon Neal/AFP)
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Fausta Bonino, de 55, aplicava
altas doses de um remédio para provocar hemorragias internas nos pacientes.
Nenhum dos mortos estava em estado terminal
Uma enfermeira italiana foi detida
acusada de ser responsável pela morte de treze pacientes internados no hospital
de Piombino, na província de Livorno, no centro da Itália, entre os anos de
2014 e 2015. As acusações contra Fausta Bonino, de 55 anos, são de
"homicídio voluntário contínuo e agravado" de pacientes internados
por diferentes patologias no departamento de anestesia e reanimação do
hospital.
A morte dos pacientes aconteceu
devido a injeções com altas doses eparina, um anticoagulante muito usado nos
hospitais para evitar as possíveis tromboses devido à inatividade dos
pacientes. Segundo as investigações, a substância causa rápidas e irreversíveis
hemorragias internas e a consequente morte dos pacientes. Os mortos são
mulheres e homens de entre 61 e 88 anos e entre os casos há doze por hemorragias
e outra por parada cardíaca.
Em nenhum dos pacientes a eparina
tinha sido prescrita e nenhum deles estava em estado terminal. Inclusive um dos
casos foi o de uma pessoa hospitalizada pela ruptura do fêmur. A enfermeira foi
detida ontem quando voltava de uma viagem a Paris com seu marido e foi levada
ao centro penitenciário de Pisa, na região da Toscana. Os veículos de imprensa
italianos explicaram que a mulher passou por tratamentos por depressão, mas por
enquanto não foram dados mais detalhes oficiais do que a levou a provocar estas
mortes. A investigação começou em meados de 2015 depois da denúncia de uma nova
morte por hemorragia de um idoso no hospital de Piombino. A investigação
concluiu que a detida sempre estava no turno quando se foi ministrada eparina
nos pacientes que morreram posteriormente.
Essa não é a primeira vez que um
caso do tipo é registrado na Itália. Em 2014, a enfermeira italiana Daniela
Poggiali, 42 anos, foi detida pela acusação de ter matado ao menos 38 pessoas
alegando que elas eram "irritantes"

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