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Estevão, (camisa
branca), foi condenado a 31 anos de cadeia
por desvio
de verbas das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo
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A Justiça Federal em São Paulo
decretou a imediata prisão do ex-senador Luiz Estevão. A ordem é do juiz
Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Criminal Federal.
Estevão foi condenado a 31 anos de
cadeia por desvio de verbas das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, mas
pelo caminho dos recursos processuais. A condenação foi imposta em 2006 pelo
Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3). Na mesma ação foi condenado o
ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, que presidiu o Tribunal Regional do Trabalho
da 2.ª Região (TRT2).
Nesses dez anos que se seguiram à
condenação, Estevão apresentou 34 recursos aos tribunais superiores. Na mesma
decisão, o juiz Alessandro Diaferia mandou prender o empresário Fabio Monteiro
de Barros Filho, também condenado pelo desvio de recursos do Fórum. Segundo a
Procuradoria da República, em valores atualizados, o rombo seria de 1 bilhão de
reais.
Em janeiro, o Ministério Público
Federal requereu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), o
início da execução da pena de prisão imposta pelo TRF3.
A petição foi assinada pelo
subprocurador-geral da República Edson Oliveira de Almeida, que fez o pedido a
Fachin com base na recente decisão do Supremo que determinou o início do
cumprimento da pena de condenados já em segunda instância, antes de se esgotar
todos os recursos judiciais.
Em 2000, Luiz Estevão teve o
mandato cassado em função de sua participação no desvio de verbas públicas
destinadas à construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. Os crimes, cometidos
durante o período de 1992 a 1998, deram origem a sete processos criminais e
duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Federal entre 1998 e
2001.
Somente em um deles ocorreu, às
vésperas da prescrição, o trânsito em julgado da decisão condenando Luiz
Estevão, pela prática do crime de uso de documento falso. Atualmente o
ex-senador cumpre pena de três anos e seis meses em regime aberto.
Várias das condenações impostas
aos réus do caso TRT-SP já prescreveram, outras correm risco de prescrição. Em
valores atualizados, a cifra desviada pelo esquema criminoso ultrapassa a
quantia de 3 bilhões de reais, cobrada pelo Ministério Público Federal em uma
das ações cíveis.
(Com Estadão Conteúdo)

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