3/09/2016

Companheiro de viagens de Lula é condenado a 15 anos de prisão

Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht, preso na 14ª fase
da Operação Lava Jato, faz exame de corpo de delito no IML
de Curitiba (PR) 
Companheiro de viagens do ex-presidente Lula ao exterior, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar foi condenado nesta terça-feira pelo juiz federal Sergio Moro a 15 anos, 7 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Alencar era um dos quadros da empreiteira mais próximos de Lula. Uma interceptação telefônica efetuada pela Polícia Federal no âmbito da 14ª fase da Lava Jato, a Erga Omnes, capturou uma conversa entre ele e o ex-presidente. Em relatório final sobre a gravação, a PF informou a Moro que Lula falou por telefone no dia 15 de junho de 2015 com Alexandrino. Quatro dias depois do telefonema, o executivo foi preso junto com o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht. Segundo o relatório, Lula e Alexandrino estariam preocupados com "assuntos do BNDES". A PF não grampeou Lula, que ainda não era investigado pela operação. Os investigadores monitoravam os contatos do executivo, e por isso a conversa foi gravada.

Alencar era diretor de Relações Institucionais da empreiteira e foi apontado por delatores do petrolão como um dos operadores de propina na Odebrecht. Ele deixou o cargo pouco depois da prisão. Entre 2008 e 2012, Alencar encontrou-se diversas vezes com Rafael Ângulo Lopez, auxiliar do doleiro Alberto Youssef, que, além de distribuir a propina do petrolão para políticos, fazia depósitos em contas no exterior para beneficiários do esquema criminoso. O executivo chegou a viajar com o ex-presidente Lula para o exterior em uma "missão oficial" do petista para Guiné Equatorial e para países latino-americanos. (Laryssa Borges, de Brasília)

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