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Preocupação
com a ‘gripe suína’ aumentou a procura
pela vacina
nas clínicas particulares, onde imunização
custa entre
R$ 80 e R$ 130 (Foto: ABr)
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No Rio, foram registrados três
casos confirmados por exames laboratoriais neste ano, sendo um óbito. Em 2015,
nenhum foi confirmado. Pelo menos 400 mil doses serão entregues aos municípios
O Ministério da Saúde vai iniciar,
a partir de sexta-feira, o envio de vacinas contra a gripe H1N1 para todo o
país, incluindo o Rio de Janeiro. Por conta do aumento de casos da chamada
‘gripe suína’ em alguns estados, como em São Paulo, onde já foram registrados
66 casos, e no Paraná, o governo federal decidiu antecipar a distribuição do
produto contra o vírus influenza A.
Pelo menos 400 mil doses que
sobraram do ano passado serão entregues aos municípios pelos estados. Até a
publicação desta reportagem, as secretarias de Saúde do estado e do município
não informaram se há casos confirmados de H1N1 no Rio. Nesta manhã, em nota, a
Secretaria de Estado de Saúde informou que este ano foram registrados três
casos confirmados por exames laboratoriais de H1N1 no estado, sendo um óbito.
Já no ano de 2015, nenhum caso de H1N1 foi confirmado.
O aumento de casos em outras
regiões do Brasil, porém, tem levado a população fluminense a uma corrida às
clínicas particulares em diversas cidades, como em Volta Redonda, no Sul
Fluminense. O preço da vacina varia de R$ 80 a R$ 130.
"Embora não haja motivo algum
para alarde, tem muita gente preocupada. Realmente a procura aumentou
consideravelmente”, atesta Artur Fernandes, dono da Assen, uma empresa de
vacinação da cidade.
Artur lembra que não é preciso
receita médica para obter a vacina, mas alerta que a dose não é recomendada
diante de qualquer infecção viral ou bacteriana. “Não deve ser tomada, por
exemplo, por quem estiver com dengue, zika ou chikungunya”, adverte.
Rede pública só terá a
trivalente
As vacinas contra o vírus
Influenza A são produzidas em laboratórios diferentes, mas possuem a mesma
composição. Todo ano os agentes que compõem a vacina mudam, isso porque são
feitas análises pela Organização Mundial da Saúde para saber quais vírus são
incidentes em cada região e, a partir de então, os laboratórios produzem a
imunização.
Na rede privada são
disponibilizadas dois tipos de vacina: trivalente e quadrivalente, já na
pública só é aplicada a trivalente. A diferença é que uma possui uma
‘cepa’(linhagem de microrganismo) de Influenza B e a outra, duas. “A
quadrivalente foi aprovada ano passado, por isso, ainda não está na rede
pública. Antes de vir para a pública ela precisa ser viabilizada por diversos
fatores”, diz Flavia Bravo, presidente da Regional Rio da Sociedade Brasileira
de Imunizações.
Segundo ela, o vírus não circula
igualmente em todas as regiões. “O clima influencia. O surto veio mais cedo do
que o esperado neste ano”, disse. A tendência é de a quadrivalente chegar à
rede pública al alguns anos.
Colaboraram as estagiárias
Daniele Bacelar e Laila Ferreira

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