O Instituto Nacional de Saúde
(INS) da Colômbia constatou no sábado um aumento do número de infecções pelo
zika vírus em todo o território nacional. Segundo dados do órgão, até a
terceira semana de janeiro foram contabilizados 20.297 infectados. Uma semana
antes, de acordo com os mesmos registros, a cifra chegava a 16.419. A
preocupação, diz o Ministério de Saúde, é que a quantidade de pessoas
infectadas continue crescendo nas próximas semanas. De todos os casos
registrados, 1.911 correspondem a mulheres grávidas. No boletim da semana
anterior, o número de gestantes com o vírus chegava a 890. Em poucos dias
dobrou.
O ministro da Saúde, Alejandro
Gaviria, afirmou que o país deve esperar cerca de 600.000 casos de zika até o
fim do ano, com 500 casos prováveis de microcefalia e 500 casos de alterações
neurológicas relacionadas à Síndrome de Guillain-Barré. Segundo ele, as
próximas 15 semanas são fundamentais para a prevenção da doença. “No Brasil vão
distribuir repelente para a população vulnerável e é nessa direção que devemos
caminhar”, indicou. A Colômbia, de acordo com dados oficiais, aparece como o
segundo país mais afetado pelo zika depois do Brasil. O gigante sul-americano
contabiliza 3.448 casos suspeitos de microcefalia e decidiu distribuir
repelentes para 400.000 mulheres grávidas que estão cadastradas no Bolsa
Família.
Na Colômbia, os novos dados
confirmam que o departamento de Norte de Santander, no leste do país e
fronteiriço com a Venezuela, é o que registra mais casos de grávidas
infectadas, com 787 gestantes.
O Governo colombiano decretou o
nível de alerta verde, que exige que os hospitais das cidades e povoados
localizados a menos de 2.200 metros de altitude adotem medidas de prevenção
ante a iminente fase de expansão do vírus. O alerta se soma à recomendação que
o Ministério da Saúde vem fazendo aos casais que desejam ter filhos para adiar
a gravidez por oito meses.
O zika vírus é transmitido
principalmente pelo mosquito Aedes aegypti e, em 80% dos casos não causa
nenhuma manifestação de sintoma. Quando causa, geralmente é uma infecção leve.
Mas eles está sendo associado a dois graves problemas de saúde que são a
microcefalia em bebês de gestantes infectadas e alguns casos da Síndrome de
Guillain-Barré.
A Organização Pan-americana de
Saúde (OPAS) pede que os países ampliem o acesso aos anticoncepcionais na
América Latina diante da expansão do vírus, mas recorda que a decisão de
conceber é um direito exclusivo da mulher. Porto Rico, Equador, Colômbia,
República Dominicana, Jamaica, Honduras, Panamá e El Salvador pediram a suas
cidadãs que evitem engravidar enquanto houver perigo de infecção pelo zika no
país, até que se saiba mais sobre o vírus e, no caso de El Salvador, pelo prazo
de dois anos. A Organização Mundial da Saúde afirmou que o vírus poderá afetar
até quatro milhões de pessoas nas Américas.
O ministro da Saúde da Colômbia
viajará nesta semana ao Uruguai para participar da cúpula de ministros da Saúde
das Américas que procura elaborar uma estratégia de combate ao zika na região.

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