A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira (2)
pedido de liberdade feito pelo empresário e pecuarista José Carlos Bumlai,
preso desde novembro na Operação Lava Jato.
Amigo do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, Bumlai foi acusado de tentar prejudicar as investigações e de
ter recebido dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras investigado pela
Lava Jato.
Em dezembro, o ministro Teori
Zavascki, relator da Lava Jato no STF, tinha negado o pedido porque havia
decisões pendentes em outros tribunais, mas o empresário recorreu para que o
caso fosse analisado pela turma.
Os ministros confirmaram a decisão
anterior de Zavascki e rejeitaram o habeas corpus pela libertação do
empresário.
Empréstimo
Preso desde novembro do ano passado, Bumlai é suspeito de quitar um empréstimo feito ao PT com dinheiro da Petrobras obtido em contrato que teria intermediado.
Preso desde novembro do ano passado, Bumlai é suspeito de quitar um empréstimo feito ao PT com dinheiro da Petrobras obtido em contrato que teria intermediado.
No pedido de liberdade, os
advogados de Bumlai destacam que ele foi preso em um hotel, quando se preparava
para prestar depoimento marcado na CPI do BNDES. Depois, dizem não haver
indício de que ele poderia prejudicar a investigação fora da cadeia.
"Trata-se de um senhor de 71
anos recém-completados, com quatro filhos e sete netos, que não tem passaporte
estrangeiro, não movimenta contas em paraísos fiscais, não destruiu provas, não
tentou fugir, não coagiu testemunhas, não deu nenhum indicativo de que iria
obstruir as investigações. Tudo o que se fala contra ele aconteceu há anos,
muito antes da deflagração da Operação Lava Jato", diz a defesa.
Bumlai está em prisão preventiva
(sem prazo certo para terminar) na superintendência da Polícia Federal em
Curitiba, onde estão concentradas as investigações da Operação Lava Jato, que
apura desvio de recursos da Petrobras.
No habeas corpus, a defesa também
afirma que mantê-lo preso é ilegal, que o Supremo "nunca se curvou ao
aplauso" e deve defender o direito.
"Sabemos que Vv. Exas. serão
criticados, contestados, massacrados publicamente ao aplicar o direito e o
entendimento consolidado do Tribunal. Ninguém, nem mesmo as instâncias
inferiores, entenderá que não é um atentado, mas a defesa do Estado de Direito
soltar alguém que não tem motivo para ficar preso preventivamente."

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