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Jorge Fernando Souza trabalhava em cooperativa
como motorista (Foto: Reprodução/Facebook)
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Polícia diz que
traficantes confundiram vítimas com informantes da polícia.
Os policiais da
Divisão de Homicídios já identificaram alguns suspeitos de matarem o cabo do
Exército e um ex-militar no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona
Norte do Rio.
A polícia não
informou quantos, mas disse que são traficantes da favela Final Feliz, no
Complexo do Chapadão. O delegado Fábio Cardoso disse ainda que os traficantes
confundiram as vítimas com informantes da polícia. O Comando Militar do Leste
disse que está em contanto com as autoridades de segurança para ajudar a
localizar o corpo do militar e disse também que está dando assistência à
família dele.
Jorge Fernando
de Souza, de 30 anos, era cabo do Exército e estudante de administração. Nas
horas vagas, ele trabalhava como motorista de táxi. O ex-militar Cleiton de
Souza, de 22 anos, também desapareceu.
O pai de Jorge,
Elias, procurou a polícia depois que o filho desapareceu, no último domingo
(31). Ele acredita que ele foi assassinado. No mesmo dia, Jorge enviou uma
mensagem de áudio para a namorada onde informava a sua localização.
“Você é a única
pessoa que sabe disso, tá bom? Eu estou aqui no Complexo do Chapadão, no Morro
do Final Feliz. Caso aconteça alguma coisa, você já sabe onde eu estou. Mas
acredito que não vai acontecer nada não.Mas não custa nada resguardar”, dizia
Jorge na mensagem.
De acordo com
Elias, o filho e outros taxistas estavam reunidos em um ponto, próximo ao
condomínio Village Pavuna, conhecido por ser alvo de traficantes. E foram
sequestrados por criminosos, depois de se negarem a ajudar em uma fuga da
polícia. Elias afirmou ter escutado dos outros sobreviventes que o filho foi
torturado com outros dois companheiros. Jorge Fernando e o ex-militar Cleiton
de Souza teriam sido assassinados.
“Parece que ele
reagiu à situação, as pessoas que estavam lá no momento falaram que ele tentou
fugir, agarraram ele. E ele foi executado com aproximadamente 60 tiros”,
afirmou o pai da vítima.
A terceira
vítima dos traficantes conseguiu escapar. Ele é servidor do Departamento Geral
de Ações Socioeducativas. O presidente do Sindicato dos Servidores do Degase
conseguiu falar com ele por telefone.
“Em torno de
dez traficantes armados com fuzis o levaram para dentro da comunidade e o
agrediram por cerca de duas horas com coronhadas de fuzis. Ele estava próximo a
um barranco e, quando ele tomou uma coronhada nas costas, ele conseguiu correr
e se jogar”, disse João Luiz Pereira Rodrigues, presidente do Sind-Degase.
A Polícia
Militar informou que fez uma operação no Complexo do Chapadão em busca dos
corpos. Cinco pessoas foram presas e três menores apreendidos. Mas nenhum corpo
foi encontrado. A Divisão de Homicídios assumiu o caso. Parentes dos motoristas
foram convocados para depor.
“Nós estamos
nos unindo como pessoas, como queridos deles, em busca de uma solução. Em busca
do direito de enterrar essas pessoas”, afirmou o pai de Jorge.

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