O governador Luiz Fernando Pezão
voltou a defender, em entrevista à
rádio CBN nesta terça-feira (2), o pacote de medidas para as
finanças do Estado que será apresentado na Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro (Alerj). Dentre as mudanças, o aumento das alíquotas de contribuição
dos servidores de 11% para 14%, enquanto o Estado aumentaria a participação de
22% para 28%.
Pezão reclamou da crise
financeira vivida no Rio e usou como exemplo o déficit de policiais no último
final de semana, citando a necessidade de novas contratações em áreas como a
segurança pública e a saúde.
"No domingo (31) as pessoas
queriam polícia nos blocos, polícia nas 2,5 milhões de pessoas que vão à praia
e queriam polícia para todos os estádios onde estava tendo jogos [do Campeonato
Carioca]. Esta conta não fecha, não tem policial para isso tudo. E temos um dos
maiores contingentes de policiais militares, 49 mil PMs e 11 mil policiais
civis. Não fecha, não tem. Precisa ter dinheiro para contratar cada vez mais
policiais. Mais professores, mais na saúde, em todas as áreas", afirmou
Pezão.
O pacote de 12 medidas, divulgado
na segunda (1º), teve resposta imediata dos servidores. A Federação das
Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Rio disse que considera
inconstitucional o aumento da alíquota da contribuição previdenciária, uma das
ações propostas pelo governo contra a crise financeira, e que vai recorrer na
Justiça, como mostrou o RJTV.
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Agentes observam movimentação no Arpoador
(Foto: Daniel Silveira/G1)
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Todas as aposentadorias passariam
por uma revisão e os novas aposentadorias seriam analisadas com mais rigor para
gerar uma maior economia.
O governador comentou a
importância da aprovação das medidas pelos deputados. "Para cada 100
coronéis da ativa, da PM, nós temos 600 aposentados ganhando no teto. São
pessoas que se aposentam com 49, 50 anos. A gente hoje tem uma longevidade
maior das pessoas, que elas possam contribuir mais. Senão, o fundo corre um
sério risco de um dia não poder mais pagar as suas aposentadorias",
afirmou Pezão.
Outras medidas
Outra mudança sugerida no projeto é sobre o rombo da Previdência, que chega a R$ 12 bilhões. O governo quer que essa conta seja dividida entre Executivo, Judiciário e Legislativo. A divisão seria feita de forma proporcional. Atualmente, despesas com os pensionistas do Legislativo e do Judiciário representam cerca de 15% do déficit. Os outros 85% são do poder Executivo.
Outra mudança sugerida no projeto é sobre o rombo da Previdência, que chega a R$ 12 bilhões. O governo quer que essa conta seja dividida entre Executivo, Judiciário e Legislativo. A divisão seria feita de forma proporcional. Atualmente, despesas com os pensionistas do Legislativo e do Judiciário representam cerca de 15% do déficit. Os outros 85% são do poder Executivo.
“Se poderes concordarem com isso
ninguém vai economizar, então se gastar tudo não sobrou saldo. Não é medida que
vai dar economia. É, não é uma medida para corrigir nada, é medida que pode
virar gastança e não economia”, disse o deputado Luiz Paulo (PSDB).
O governo também quer criar um
cálculo que limite o crescimento do gasto com o funcionalismo público, mesmo em
um cenário de aumento de arrecadação. No projeto, a ideia é gastar menos com os
subsídios.
Pedágios podem ser afetados
De acordo com o governo, o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos de concessão deve ser garantido pelas tarifas. Isso significa, que o que o cidadão paga pelo transporte, água e pedágio nas rodovias deverá ser suficiente para manter o orçamento das empresas que prestam o serviço. Se houver um aumento nos gastos das concessionárias, isso poderá impactar o preço das tarifas ou no tempo do contrato de concessão.
De acordo com o governo, o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos de concessão deve ser garantido pelas tarifas. Isso significa, que o que o cidadão paga pelo transporte, água e pedágio nas rodovias deverá ser suficiente para manter o orçamento das empresas que prestam o serviço. Se houver um aumento nos gastos das concessionárias, isso poderá impactar o preço das tarifas ou no tempo do contrato de concessão.
No projeto de lei, o governo
também quer que os repasses mensais ao Judiciário e ao Legislativo possam ser
reajustados a cada dois meses. Atualmente, esses repasses são definidos uma vez
por ano, quando o orçamento é aprovado. O que ocorre é que quando a arrecadação
é menor como aconteceu em 2015, os repasses continuam os mesmos. Com a
medida, os repasses para o Judiciário e para a Alerj também seriam menores em
anos de crise.
Queda de arrecadação
O pacote de medidas foi elaborado após o aperto financeiro enfrentado pelo Estado, principalmente em 2015. O governo alega que os preços do petróleo despencaram no mercado internacional nos últimos meses. Em 2014, a arrecadação com os royalties foi de R$ 8,7 bilhões. No ano passado, ela passou para R$ 5,5 bilhões, uma redução de 39%, segundo dados do governo.
O pacote de medidas foi elaborado após o aperto financeiro enfrentado pelo Estado, principalmente em 2015. O governo alega que os preços do petróleo despencaram no mercado internacional nos últimos meses. Em 2014, a arrecadação com os royalties foi de R$ 8,7 bilhões. No ano passado, ela passou para R$ 5,5 bilhões, uma redução de 39%, segundo dados do governo.
Ainda de acordo com o governo, os
cofres do estado receberam R$ 6 bilhões a menos em Imposto de Circulação de
Mercadorias e Serviços (Icms).
"Se elas todas forem aprovadas, a gente espera arrecadar no ano de 2016, ela significa 13 bilhões de reais, 300 milhões. Mas é muito dificil , elas serem implementadas todas de uma vez. A gente sabe que tem que trabalhar nos proximos três, quatro anos, mas acho que é um prazo razoável pra estabelecer todas essas leis", disse Pezão.
"Se elas todas forem aprovadas, a gente espera arrecadar no ano de 2016, ela significa 13 bilhões de reais, 300 milhões. Mas é muito dificil , elas serem implementadas todas de uma vez. A gente sabe que tem que trabalhar nos proximos três, quatro anos, mas acho que é um prazo razoável pra estabelecer todas essas leis", disse Pezão.


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