Pensando em abrandar o peso das futuras condenações, diretores e
ex-executivos da Odebrecht estudam aderir a acordos de delação premiada.
Entretanto, Marcelo Odebrecht, um dos sócios da empresa, preso há cerca de seis
meses, não está entre os que pensam em fechar acordo para colaborar com a
Justiça. O grupo é integrado apenas por executivos, informou Mônica Bergano, da
"Folha".
Segundo a jornalista, a OAS, outra
empresa envolvida no escândalo, também voltou a estudar a possibilidade de
falar o que sabe, em troca de penas mais brandas para seus executivos.
As prisões realizadas pela última
fase da Operação Lava Jato funcionaram como o balde de água fria a uma possível
flexibilização dos investigadores. A prisão do marqueteiro João Santana e de
outros dois diretores da empresa, Fernando Migliaccio, detido na Suíça, e
Benedicto Barbosa da Silva Júnior, presidente da construtora que acabou sendo
solto horas depois, teria sido a gota d`água que debilitou ainda mais os
acusados, até há pouco tempo dispostos a resistir à pressão para aderir à
delação.
Ainda segundo Mônica Bergamo, a
quantidade de informações que veio à tona, com dados detalhados enviados pela
Suíça e pelos EUA, e o atual estágio da investigação, estariam levando os executivos
a estudarem a alternativa de colaborar com a Justiça. A jornalista escreveu que
a informação foi confirmada por duas fontes ligadas à empreiteira. Uma delas
disse que "não confere" a informação de que um acordo de delação já
foi fechado, mas admitiu que executivos "estudam"e "podem"
aderir ao instrumento.
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