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Ministros e representantes dos 12 países do bloco participam
da cerimônia de assinatura em
Auckland, na Nova Zelândia
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Novo bloco econômico, que concluiu
suas negociações em outubro, foi formalizado nesta quinta na Nova Zelândia;
Congressos nacionais ainda precisam ratificá-lo
Os ministros e
representantes de doze países assinaram nesta quinta-feira na cidade de
Auckland, na Nova Zelândia, o Tratado Transpacífico (TPP, na sigla em inglês),
que representa cerca de 40% do PIB mundial. O TPP foi assinado pelos ministros
e representantes de Estados Unidos, Japão, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Peru,
Malásia, México, Nova Zelândia, Cingapura e Vietnã.
O novo bloco
econômico prevê que o processo de ratificação pelos diferentes parlamentos
nacionais dure cerca de dois anos. O acordo reflete "a confiança em que a
abertura e a integração de nossos mercados e investimentos propiciará a
prosperidade de nossos povos", disse o primeiro-ministro neozelandês, John
Key, durante o ato.
Key destacou que
o pacto representa um terço das exportações mundiais e abrange um mercado de
800 milhões de pessoa, e antecipou que seu governo o apresentará ao parlamento
na próxima terça-feira.
Após a
assinatura do tratado, que é considerado um contrapeso à influência econômica
da China na região, os países signatários se mostraram dispostos a que o
tratado aceite mais membros no futuro, inclusive a própria China.
"O TPP não
está voltado contra um país em particular, mas rumo ao estabelecimento de
padrões mais altos para a região. Estamos vinculados à China, assim como todos
os países da região, e é importante ter uma relação econômica construtiva com
eles", disse o representante de comércio exterior dos EUA, Michael Froman.
Indonésia e
Filipinas manifestaram nos últimos meses seu interesse em integrar esse tratado
comercial, assim como países latino-americanos, como a Colômbia. O ministro das
Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, ressaltou, por sua vez, que o TPP é
"perfeitamente compatível" com o avanço da Área de Livre-Comércio da
Ásia-Pacífico, promovido pelo Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico
(Apec), que inclui a China.
"A China é
o principal parceiro comercial do Chile e esperamos aprofundar esta relação",
afirmou. "Por isso pensamos que devemos convergir ao invés de vê-lo como
uma divergência."
A assinatura do
tratado aconteceu em meio a fortes medidas de segurança em Auckland, onde
centenas de pessoas se manifestaram contra o acordo comercial levando cartazes
nos quais se liam mensagens como "Se a injustiça é a lei, a rebelião é
nosso dever".
O TPP foi muito
criticado pelo sigilo que rodeou as conversas, que começaram em 2010 e foram
concluídas em outubro do ano passado. Organizações não-governamentais e
centrais sindicais alertaram para a ameaça que, segundo eles, a aliança
representa aos direitos trabalhistas, para o acesso aos remédios e para o meio
ambiente.

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