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Após período
de recesso, Câmara dos Deputados e Senado
retomam as
atividades com muitas pautas
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Parlamentares deverão enfrentar temas polêmicos a partir de fevereiro. Abertura
do ano legislativo será na terça-feira (2), no plenário da Câmara.
Os deputados federais e os
senadores retomam as atividades nesta semana, com a perspectiva de enfrentar
temas polêmicos no início de 2016, como o processo de impeachment da presidente
Dilma Rousseff, além dos processos que envolvem o presidente da Câmara, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), e o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na Operação Lava
Jato.
O início do ano legislativo será
marcado por uma sessão conjunta (deputados mais senadores) na terça-feira (2),
às 15h. A reunião ocorrerá no plenário da Câmara dos Deputados – maior que o do
Senado – e será presidida pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do
Congresso Nacional.
Na sessão de abertura, são
previstos discursos dos presidentes da Câmara, do Senado, do Supremo Tribunal
Federal (STF), e da presidente da República. A mensagem da presidente Dilma
Rousseff deve ser levada ao Congresso pelo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques
Wagner, conforme antecipou o Blog da Cristiana Lôbo.
Entre os temas espinhosos que os
parlamentares devem enfrentar neste ano está o processo de impeachment de Dilma,
que foi deflagrado em 2 dezembro pelo presidente da Câmara dos Deputados,
Eduardo Cunha.
Ainda em 2015, os deputados
elegeram uma chapa alternativa, formada por deputados da oposição e dissidentes
da base aliada, para a comissão especial que analisará o caso.
Depois de o PCdoB recorrer ao
Supremo Tribunal Federal (STF) contra a escolha dessa chapa, os ministros
anularam a eleição por entenderem que a votação deveria ser aberta – e não
secreta, como foi – e somente com uma chapa oficial, indicada pelos líderes
partidários – e não com duas, como ocorreu.
O presidente da Câmara já anunciou
que no início de fevereiro apresentará ao Supremo embargos de declaração
(recurso usado para esclarecer pontos da decisão que não teriam ficado claros).
Cunha chegou a dizer que o impasse
sobre a eleição da comissão especial vai paralisar as comissões permanentes da
Câmara por tempo indeterminado, na volta do recesso.
Na última semana, no entanto,
Cunha recuou ao ser questionado por jornalistas sobre se ele iria manter as
comissões paralisadas até que o STF se manifestasse. Para ele, é preciso
"avaliar pelo 'timing'" que o Supremo terá ao decidir sobre o rito
antes de tomar qualquer decisão.
Eduardo Cunha
Com o retorno das atividades,
também volta a análise do processo a que Eduardo Cunha responde no Conselho de
Ética por suposta quebra de decoro parlamentar, que pode resultar até na
cassação do mandato.
Após sucessivos adiamentos e a
troca do relator, o parecer preliminar pela continuação das investigações foi
aprovado em 15 de dezembro.
No entanto, o deputado Carlos
Marum (PMDB-MS), um dos aliados de Cunha, entrou com recurso na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) alegando que, por ter havido a substituição do
relator do caso, tratava-se de um novo relatório – embora tivesse o mesmo teor
que o primeiro – e, por isso, cabia novo pedido de vista (mais tempo para
análise) antes da votação do parecer.
O recurso entrou na pauta da
comissão, mas a votação acabou adiada para fevereiro por falta de quórum. O
relator do recurso, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), já adiantou, porém, que
vai defender a anulação da votação.
Delcídio do Amaral
O senador Delcídio do Amaral
(PT-MS), que foi preso acusado de tentar atrapalhar as investigações da
Operação Lava Jato, tem de apresentar sua defesa ao Conselho de Ética do
Senado.
Ele é alvo de um processo que pode
levar à cassação do mandato.
O senador foi notificado em 22 de
dezembro, último dia de trabalho dos parlamentares em 2015. Por isso, o prazo
de dez dias úteis que ele tem para se defender começa a ser contado a partir de
terça-feira (2), primeiro dia de atividade parlamentar em 2016.
Contas do governo
O Congresso Nacional vai retomar a
análise do parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) pela rejeição das
contas de 2014 do governo Dilma Rousseff.
Em dezembro do ano passado, o
relator do tema na Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Acir Gurgacz (PDT-RO),
apresentou um relatório que diverge do TCU e recomenda a aprovação, com
ressalvas, das contas.
Os parlamentares da comissão têm
até 13 de fevereiro para apresentar emendas ao relatório.
Depois disso, o relator irá
elaborar um parecer sobre as propostas e o plenário da comissão votará o texto.
Após passar pela comissão, segue para votação no plenário do Congresso. É nessa
votação que deputados e senadores vão

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