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O presidente
venezuelano Nicolás Maduro durante
apresentação
do informe de gestão na Assembleia
Nacional, em
Caracas
(Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
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As declarações da coalizão se
somam às posições do presidente do Parlamento de maioria opositora, Henry Ramos
Allup, e do ex-candidato presidencial Henrique Capriles
A coalizão opositora da Venezuela,
Mesa da Unidade Democrática (MUD), pediu nesta segunda-feira ao presidente
venezuelano, Nicolás Maduro, que renuncie e, deste modo, abra caminho para uma
mudança de governo. "O primeiro passo é se afastar e permitir que a Venezuela
construa uma saída pacífica, constitucional, eleitoral, democrática e acordada
para esta crise", disse o secretário-executivo da MUD e deputado, Jesús
Torrealba.
As declarações de Torrealba se
somam às posições do presidente do Parlamento de maioria opositora, Henry Ramos
Allup, e do ex-candidato presidencial Henrique Capriles, que planejam antecipar
o fim do mandato de Maduro por vias constitucionais. Na última sexta-feira,
Ramos Allup declarou que o presidente "vai rejeitar tudo o que a Assembleia
propuser" e, portanto, a MUD definirá posteriormente, em junho, um
mecanismo legal para encurtar seu mandato de seis anos.
Derrotado na eleição presidencial
de 2013, Capriles declarou, na quinta-feira passada, que chegou a hora de
convocar um referendo revogatório e planejar uma emenda constitucional que
antecipe a saída do governante socialista. "O tempo constitucional para um
referendo revogatório e para a emenda constitucional chegou", declarou
Capriles, líder da ala moderada da MUD.
Torrealba advertiu que a crise
econômica venezuelana é de tal gravidade que não haverá recursos para cobrir os
gastos fiscais de 2016. "Tenho razões políticas e econômicas para
acreditar em que esta saída pacífica, constitucional, eleitoral e acordada é
possível", defendeu.
Maduro assegura que enfrenta uma
"guerra econômica" promovida pela direita por empresários, além da
queda dos preços do petróleo - commodity que sustenta as finanças do país.O
mandato do chefe de Estado termina em 2019, mas as leis venezuelanas contemplam
a possibilidade de convocar um referendo revogatório quando cumprir a metade do
mandato, o que ocorrerá em 19 de abril.

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