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Daniela
Lima, fisioterapeuta, acompanha o
desenvolvimento dos bebês
(Foto Allexandre Costa/Arte Rio das Ostras Jornal )
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Ambulatório
conta com equipe multidisciplinar e acompanha crianças de 0 a 2 anos que
precisam de cuidados específicos
Alguns bebês
prematuros ou que apresentam síndromes necessitam de um acompanhamento
específico de saúde nos primeiros anos de vida. Para garantir o desenvolvimento
esperado, a Secretaria de Saúde de Rio das Ostras conta com um serviço
multidisciplinar, envolvendo pediatria, fisioterapia, nutrição, enfermagem e
assistência social, para atendimento a essas crianças.
O
ambulatório de “Follow-up”, ligado ao Programa de Saúde da Criança, funciona no
Centro de Saúde da Extensão do Bosque. Atualmente, cerca de 80 crianças estão
cadastradas. O serviço também orienta os pais quanto a uma rotina de cuidados
necessários para essas crianças e ainda estimula o aleitamento materno e a
interação entre os pais e filhos.
A pediatra
Vanessa Oliveira explica que bebês que apresentam síndrome, como a Síndrome de
Down, e alguns prematuros precisam de um acompanhamento especializado nos
primeiros anos de vida, de forma mais regular e frequente. Essas crianças, em
geral, recebem medicação específica e precisam de outros tipos de estímulo para
que atinjam o desenvolvimento esperado para eles, em cada etapa.
TRIAGEM - Para avaliar a necessidade do acompanhamento especializado,
as crianças passam por uma triagem, na qual os profissionais definem se o bebê
deve receber o atendimento regular da Rede Municipal ou se precisa do
atendimento do ambulatório de Follow-up. A triagem leva em consideração o tempo
de gestação da mãe, o tempo de internação a que o bebê foi submetido, doenças
que a criança apresenta, entre outros fatores.
Marcus
Vinícius, de 7 meses, é uma das crianças acompanhadas pelo serviço. Ele nasceu
de 35 semanas, no Hospital Municipal, e foi encaminhado ao ambulatório. A mãe,
Thayane de Azevedo, conta que além do acompanhamento de saúde, a troca de
informações entre as mães também contribui para diminuir as dúvidas e
insegurança.
“Ele é meu
segundo filho prematuro, mas cada filho é diferente. São muitas dúvidas. Os
profissionais me ajudaram com o aleitamento, já que ele teve que retomar a
amamentação depois da internação. Além disso, uma mãe vai dando força para a
outra. A gente se apoia. Esse carinho e apoio emocional faz toda diferença”,
explica Thayane, moradora de Cidade Praiana.
A
fisioterapeuta Daniela Lima diz que as atividades servem para estimular os
bebês a se desenvolver no período esperado, buscando progressos como a
capacidade de se mover sozinho, sentar etc.
“Os pais são
orientados quanto a atividades que devem ser feitas, rotineiramente, para
estimular o desenvolvimento motor dos bebês. O atendimento é realizado
levando-se em conta as necessidades de cada criança. Se for necessário, o
paciente é encaminhado ao serviço de reabilitação”, explica Daniela.
Flávia
Veríssimo é mãe do Mathias, de 5 meses de idade. O bebê nasceu de 34 semanas e
a mãe precisou de ajuda com a amamentação. “O suporte que eu recebi foi muito
importante para que pudesse amamentar o Mathias. Também é muito válido que o
serviço conte com equipe multidisciplinar”, opina Flávia.
SHANTALA -
Os pais também são incentivados a estreitar o vínculo com seus filhos, o que é
essencial para o bom desenvolvimento. Uma das atividades do ambulatório que
contribuem para integração entre os pais e o bebê, pelo toque, é a
Shantala.
A Shantala é um tipo de massagem milenar, de origem indiana, que contribui para prevenir problemas comuns em bebês, como as cólicas e prisão de ventre. Ainda ajuda a tranquilizar a criança e faz com que ela durma melhor, levando também mais calma aos pais.

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