Depoimento está
marcado para dia 17 no fórum da Barra Funda. Ex-presidente da OAS também
foi intimado.
O promotor de
Justiça de São Paulo Cássio Conserino intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e sua mulher Marisa Letícia para depor em investigação sobre um
apartamento triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo. O depoimento está
marcado para o dia 17 de fevereiro, no Fórum da Barra Funda em São Paulo, e
será a primeira vez que Lula e Marisa vão depor como investigados.
O ex-presidente
da OAS José Adelmário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, também será
ouvido. Ele já foi condenado a 16 anos na Operação Lava Jato,
recorreu e responde em liberdade.
A investigação
do Ministério Público de São Paulo, no entanto, é independente da Lava Jato. O
promotor Cássio Conserino investiga a transferência de prédios inacabados da
Bancoop – cooperativa do sindicato dos bancários que se tornou insolvente –
para a OAS, empresa envolvida no esquema de corrupção da Petrobras.
O MP-SP apura a
suspeita de que o ex-presidente Lula tenha ocultado ser o dono do triplex
164-A, de 297 m², que fica no Condomínio Solaris, na praia de Astúrias.
Ao Jornal
Nacional, o promotor afirmou que há indícios de que houve tentativa de esconder
a verdadeira identidade do dono do tríplex. E essa seria uma forma de encobrir
o crime de lavagem de dinheiro. Os promotores paulistas suspeitam que a
empreiteira OAS, que assumiu a obra com a falência da Bancoop, reservou o
imóvel para o ex-presidente Lula e sua família.
Quando foi
reeleito, em 2006, o então presidente Lula apresentou na declaração de bens uma
Participação Cooperativa Habitacional Apartamento em construção no Guarujá, no
valor de R$ 47.695.
Em nota
publicada no dia 23, o Instituto Lula afirmou que os advogados de Lula examinam
as "medidas que serão tomadas diante da conduta irregular e arbitrária do
promotor Cássio Conserino. O promotor violou a lei e até o bom senso ao
anunciar, pela imprensa, que apresentará denúncia contra o ex-presidente Lula e
sua esposa, Marisa Letícia, antes mesmo de ouvi-los. E já antecipou que irá
chamá-los a depor apenas para cumprir uma formalidade".
"Ao
contrário do que acusa o promotor – sem apresentar provas e sem ouvir o
contraditório – o ex-presidente Lula e sua esposa jamais ocultaram que esta
possui cota de um empreendimento em Guarujá, adquirida da extinta Bancoop e que
foi declarada à Receita Federal. O capital investido nesta cota pode ser
restituído ao comprador ou usado como parte na aquisição de um imóvel no
empreendimento. Nem Lula nem dona Marisa têm relação direta ou indireta com a
transferência dos projetos da extinta Bancoop para empresas incorporadoras (que
são várias, e não apenas a OAS). Não há, portanto, crime de ocultação de
patrimônio, muito menos de lavagem de dinheiro. Há apenas mais uma acusação
leviana contra Lula e sua família", diz a nota.
Investigação
Pelo menos dez pessoas já foram ouvidas nas investigações em São Paulo. Um deles é o empreiteiro Armando Dagre Magri, dono da Talento Construtora. Magri disse que a OAS contratou a Talento para reformar o triplex 164 A. Ele disse que trocou o acabamento, refez a piscina, mudou a escada e instalou um elevador privativo. Segundo ele, praticamente refizeram o apartamento. Segundo Magri, a obra custou em torno de R$ 777 mil e foi feita entre abril e setembro de 2014.
Pelo menos dez pessoas já foram ouvidas nas investigações em São Paulo. Um deles é o empreiteiro Armando Dagre Magri, dono da Talento Construtora. Magri disse que a OAS contratou a Talento para reformar o triplex 164 A. Ele disse que trocou o acabamento, refez a piscina, mudou a escada e instalou um elevador privativo. Segundo ele, praticamente refizeram o apartamento. Segundo Magri, a obra custou em torno de R$ 777 mil e foi feita entre abril e setembro de 2014.
Armando Magri
disse não ter tido qualquer contato com Lula, mas sim com Marisa Letícia,
mulher do ex-presidente. Magri afirmou que estava reunido com um representante
da OAS, quando Marisa entrou apartamento 164 com um rapaz e dois senhores.
Magri disse que
só depois ele ficou sabendo que eram Fábio, filho do ex-presidente Lula, um
engenheiro da OAS e o dono da construtora, Léo Pinheiro.
“Ela executou a
reforma e, no momento em que foi marcado uma data para a realização da vistoria
pela OAS, o diretor da Talento compareceu no local e quem estava lá nesse dia
era Dona Marisa Letícia, acompanhada de seu filho Fábio e do senhor Léo
Pinheiro, presidente da OAS. Também, nesse momento, nada foi dito a ele, a quem
pertenceria esse imóvel. E, conferida todas as reformas, foi realizada a
vistoria e a obra foi entregue”, diz Aloísio Lacerda Medeiros, advogado da
Talento Construtora.
O Ministério Público paulista também ouviu José Afonso Pinheiro, zelador do prédio no Guarujá desde 2013. Ao ser indagado se o ex-presidente foi ao prédio, o zelador disse que sim e que inclusive foi na época da reforma para a instalação do elevador privativo do tríplex.
Ele disse que se recordava da presença de Lula em uma segunda-feira e em outra oportunidade para limpeza geral no apartamento.
O zelador disse que os familiares do ex-presidente chegavam normalmente em dois carros acompanhados de seguranças. Ele citou que os seguranças prendiam o elevador enquanto a família estava acomodada no tríplex, o que gerava reclamações dos demais moradores.
Ele também afirmou que a OAS limpava o prédio, colocava flores para receber a família do ex-presidente e que a ex-primeira dama Marisa Letícia chegou a frequentar o espaço do prédio indagando sobre o salão de festa, piscina e áreas comuns.
O zelador disse ainda que um homem que seria funcionário da OAS pediu para que ele não falasse que o apartamento seria de Lula e da esposa, mas sim da OAS. A porteira do prédio também afirmou que viu o presidente Lula e a mulher dele no prédio no fim de 2013. Ela disse que depois que a investigação sobre o apartamento veio à tona ninguém mais da família do ex-presidente voltou a aparecer no local.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o advogado de Lula negou que o ex-presidente ou parentes dele sejam donos do tríplex no condomínio de Guarujá. “Esse imóvel não é do ex-presidente Lula e de nenhum parente do ex-presidente Lula. A família do ex-presidente Lula comprou uma cota de um projeto da Bancoop. É só isso que existe. Ele pagou essa cota. Essa cota está declarada no imposto de renda do ex-presidente Lula”, afirma Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Lula.
O Ministério Público paulista também ouviu José Afonso Pinheiro, zelador do prédio no Guarujá desde 2013. Ao ser indagado se o ex-presidente foi ao prédio, o zelador disse que sim e que inclusive foi na época da reforma para a instalação do elevador privativo do tríplex.
Ele disse que se recordava da presença de Lula em uma segunda-feira e em outra oportunidade para limpeza geral no apartamento.
O zelador disse que os familiares do ex-presidente chegavam normalmente em dois carros acompanhados de seguranças. Ele citou que os seguranças prendiam o elevador enquanto a família estava acomodada no tríplex, o que gerava reclamações dos demais moradores.
Ele também afirmou que a OAS limpava o prédio, colocava flores para receber a família do ex-presidente e que a ex-primeira dama Marisa Letícia chegou a frequentar o espaço do prédio indagando sobre o salão de festa, piscina e áreas comuns.
O zelador disse ainda que um homem que seria funcionário da OAS pediu para que ele não falasse que o apartamento seria de Lula e da esposa, mas sim da OAS. A porteira do prédio também afirmou que viu o presidente Lula e a mulher dele no prédio no fim de 2013. Ela disse que depois que a investigação sobre o apartamento veio à tona ninguém mais da família do ex-presidente voltou a aparecer no local.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o advogado de Lula negou que o ex-presidente ou parentes dele sejam donos do tríplex no condomínio de Guarujá. “Esse imóvel não é do ex-presidente Lula e de nenhum parente do ex-presidente Lula. A família do ex-presidente Lula comprou uma cota de um projeto da Bancoop. É só isso que existe. Ele pagou essa cota. Essa cota está declarada no imposto de renda do ex-presidente Lula”, afirma Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Lula.
O Jornal
Nacional também perguntou ao advogado do ex-presidente Lula por que o
apartamento teria sido reformado pela OAS e por que a reforma teria sido
supervisionada pela ex-primeira-dama.
“Eu não tenho a
menor ideia porque houve uma reforma e quem fez esta reforma. Simplesmente
porque este imóvel não é do ex-presidente Lula ou de qualquer parente do
ex-presidente Lula. O ex-presidente Lula tinha uma cota de um projeto da
Bancoop e depois, quando este projeto foi transferido para uma outra empresa,
ele tinha duas opções: pedir o resgate da cota ou usar a cota para a compra dum
imóvel no edifício Solaris. E ele fez a opção, a família fez a opção, pelo
resgate da cota”, diz o advogado.
A OAS afirmou
que não vai se manifestar sobre as investigações relacionadas ao tríplex.

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