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Menina foi
encontrada morta dentro de casa em Brás
de Pina, na
Zona Norte do Rio (Foto: Reprodução Facebook)
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Madrasta e pai da menina morta em
Brás de Pina, com indícios de espancamento, estão em celas isoladas de Bangu
Os exames iniciais no corpo de
Micaela, de 4 anos, dão as pistas do sofrimento da menina, encontrada morta na
manhã de terça-feira. Segundo o laudo cadavérico emitido pelo Instituto Médico
Legal, foram ao menos 25 lesões. A maior delas, na cabeça, media 6,5 cm. O
documento aponta que Micaela pode ter sofrido traumatismo craniano e edema
encefálico. O pai e a madrasta, apontados como autores, foram presos
preventivamente nesta quarta-feira e transferidos da Delegacia de
Homicídios da Capital (DH) para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.
Por segurança, o casal foi colocado em celas isoladas.
Na decisão, o juiz Paulo Mello
Feijó, da Vara do Plantão Judicial da Capital, informou que há indícios
suficientes da autoria do crime cometido por Joelma Souza da Silva, 43, e
Felipe Ramos da Silva, 30. O magistrado usou como base depoimentos do filho de
Joelma, Wellington Souza da Silva, 25 — que vivia com a mãe, o padrasto e
Micaela —, de vizinhos da família e dos policiais militares que encontraram o
corpo da menina sala de casa, em Brás de Pina.
“Wellington relatou que sua genitora
agredia constantemente a criança, sempre com a permissão e até na presença do
genitor desta”, ressaltou o juiz. Segundo ele, a prisão preventiva é necessária
para garantia da ordem pública e evitar fuga do casal.
O laudo, apesar de apontar que a
menina apresentou cinco pequenas escoriações na lateral esquerda do pescoço,
não confirmou a causa da morte nem o instrumento utilizado nas agressões. As
respostas para essas questões dependem de exames laboratoriais solicitados pelo
IML. A perícia será concluída em até 30 dias.
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Felipe é
levado da Delegacia de Homicídios
para o
Complexo de Bangu
(Foto: Tássia
di Carvalho / Agência O Dia)
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A mãe de Micaela, Marcele de
Almeida Rocha, prestou depoimento na DH na madrugada desta terça-feira. Ela
contou que a guarda foi repassada ao pai depois que ficou desempregada, quando
a menina tinha 2 anos. Marcele alegou nunca ter notado vestígios de agressão na
garota e afirmou que o ex-companheiro não a deixava ver a filha. No Natal, o
encontro que as duas teriam foi inviabilizado. Ela afirmou que talvez fosse
para não ver as marcas das agressões que a menina vinha sofrendo.
Pai acusa a madrasta
Filho de Joelma, Wellington, que
morava com o casal há oito meses, diz que sua mãe sempre foi agressiva com
“qualquer um que pisasse no calo dela”. “Ele (o pai de Micaela) nunca levantou
um dedo para bater, mas também nunca defendeu a menina”, acrescenta.
O relato do homem, que chamou a
polícia ao ver Micaela morta na manhã de terça, reforça a suspeita da DH de que
Felipe Ramos era, ao menos, conivente com as agressões que a filha sofria. Já o
advogado, Rafael Faria, que defende Felipe, diz: “Ele é inocente”. Faria afirma
que o crime foi cometido pela madrasta, que nega. O casal responde por
homicídio qualificado e fraude processual, por ter alterado a cena do crime.


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