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Esquadrão de
segurança contra explosivos da Venezuela
procura
evidências de explosão de bomba panfletária
nesta
terça-feira (26) em Caracas
(Foto: AP Photo/Fernando Llano)
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Oposição, que controla o
Parlamento, atribui a setores próximos de Maduro. Três artefatos espalharam panfletos alertando para 'confronto'.
Quatro explosivos conhecidos como
"bombas panfletárias" explodiram, nesta terça-feira (26), perto do
Parlamento venezuelano em Caracas, sem deixar feridos ou causar danos, em um
ato que a oposição atribuiu a setores próximos ao governo do presidente Nicolás
Maduro.
O Ministério Público informou em
um comunicado que três artefatos detonaram simultaneamente nos arredores de um
centro comercial e um outro na esquina onde se situa o edifício administrativo
da Assembleia.
Testemunhas relataram à agência
France Presse que duas das explosões foram quase simultâneas, provocando muita
fumaça e obrigando "muitas pessoas a saírem correndo do local".
Os chamados "niples" (explosivos), com material inflamável, espalharam panfletos assinados pelas Forças Bolivarianas de Libertação (FBL), pedindo para que seja "descartada a ilusão" e que "se prepararem para os confrontos", após a tomada de controle do Legislativo por parte da oposição.
Os chamados "niples" (explosivos), com material inflamável, espalharam panfletos assinados pelas Forças Bolivarianas de Libertação (FBL), pedindo para que seja "descartada a ilusão" e que "se prepararem para os confrontos", após a tomada de controle do Legislativo por parte da oposição.
"Sem dúvida alguma, é a
atitude de alguém próximo ao governo, ou cúmplice daqueles que estão no poder e
que desejam criar pânico para tirar o foco da discussão de temas
importantes", disse o chefe da maioria opositora no Parlamento, Julio
Borges, em uma coletiva de imprensa.
Os prédios do Legislativo ficam no
centro histórico da capital, quase ao lado da prefeitura e da Câmara de
Vereadores do município Libertador, do Conselho Nacional Eleitoral e de uma das
sedes do Ministério de Relações Exteriores.
'Novo pacto'
Os folhetos denunciam "o estabelecimento de um novo pacto em Miraflores" (sede do Executivo), que teria entregado divisas "à oligarquia", enquanto a crise econômica se agrava.
Os folhetos denunciam "o estabelecimento de um novo pacto em Miraflores" (sede do Executivo), que teria entregado divisas "à oligarquia", enquanto a crise econômica se agrava.
Também são criticadas as altas
esferas do governo, destacando que há "corrupção, clientelismo, soberba
política e ausência de uma política econômica eficaz e comprometida com o
povo".
Para as FBL, um grupo armado que,
segundo investigações particulares, opera na fronteira com a Colômbia, há uma
"direita vermelha que sequestra o processo bolivariano" e que
"não compreendeu a magnitude da derrota" eleitoral.
Por isto, consideram que "é
hora de tomar o governo pelas bases da revolução", posto que "os
conflitos sociais são a garantia de continuidade do processo de mudança do
comandante (Hugo) Chávez".
"Não há saída pacífica para a
crise, e eles sabem disso", advertem.

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