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Operador
acompanha ações da Bovespa, em São Paulo,
na semana passada (Foto: REUTERS/Paulo
Whitaker)
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No ano, as ações preferenciais já
acumulam baixa de 22,8%. Na sexta-feira,
ações fecharam em queda de 9%.
As ações da Petrobras (PETR4)
seguem operando em queda nesta segunda-feira (18), depois de recuarem 9% na
sexta-feira (15).
Às 14h38, a ação preferencial
perdia 3,87%, a R$ 4,97, caindo abaixo de R$ 5 pela primeira em 12 anos. Esse é
o menor valor da ação preferencial desde novembro de 2003, segundo levantamento
da Economatica. Já o papel ordinário recuava 3,13%, a R$ 6,48, renovando
mínimas desde dezembro de 2003.
Às 14h54, o principal índice de
ações da bolsa recuava 0,72%, aos 38.291 pontos. Veja a cotação.
No ano, as ações preferenciais já
acumulam baixa de 22,8%. Dos dez pregões fechados de 2016, os papéis fecharam
oito em queda.
A nova queda nesta segunda-feira
acontece em meio à volatilidade do preços do petróleo, conforme o mercado segue
atentos aos riscos do endividamento e ao plano de desinvestimentos da
petroleira.
Pela manhã, os preços
internacionais do petróleo mostravam volatilidade, com barril de Brent tendo
renovado mínima desde 2003, abaixo de US$ 28 mais cedo, com o mercado preparando-se para receber exportações
adicionais do Irã depois que as sanções internacionais ao país foram retiradas
no fim de semana.
Incertezas
Na semana passada, o Conselho de
Administração da Petrobras anunciou a redução do plano de investimentos da
companhia para o período 2015-2019 para US$ 98,4 bilhões, uma queda de US$ 32
bilhões ou de 24,5% ante a projeção inicial, principalmente devido à otimização
do portfólio de projetos e do efeito cambial, em meio a um cenário de preços do
petróleo mais baixos.
A equipe de analistas do UBS
destacou em relatório na semana passada que o plano de desinvestimento ainda
pode ajudar a criar valor para a companhia, mas ponderou que os desafios
crescem e que eles ainda vêem riscos elevados de uma oferta de ações,
"embora provavelmente não este ano".
Endividamento e prejuízos
A queda dos preços internacionais
do petróleo tem prejudicado ainda mais a situação econômica da companhia, que
enfrenta alto endividamento.
A dívida bruta da Petrobras
atingiu no 3º trimestre de 2015 o nível recorde de R$ 506,5 bilhões. Já a
dívida líquida (dívida total bruta menos o caixa) subiu para R$ 402,3 bilhões
no final de setembro. No final de 2014, o endividamento total era de R$ 282
bilhões.
Com a maior dívida detida por uma
petroleira no mundo, a Petrobras não trouxe novas informações nesta terça sobre
metas de alavancagem.
A petroleira encerrou o 3º
trimestre do ano passado com prejuízo líquido de R$ 3,759 bilhões no terceiro
trimestre, o terceiro pior da história da estatal. No acumulado nos nove
primeiros meses do ano, a petroleira acumula lucro líquido de R$ 2,102 bilhões,
o que representa uma queda de 58% na compração com o mesmo período de 2014.
A Petrobras está no centro das
investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em abril, a companhia
calculou em R$ 6,194 bilhões as perdas por corrupção e reduziu o valor de seus
ativos em R$ 44,3 bilhões.
Bovespa
A Bovespa mostrava fraqueza nesta
segunda-feira (18), após nova semana de perdas, tendo como pano de fundo um
quadro externo sem tendência clara e a ausência da referência de Wall Street
por feriado nos Estados Unidos.
"Diante da fraca agenda
externa e do feriado de Martin Luther King nos EUA, que deixa as bolsas
fechadas, o mercado nacional deverá trabalhar com liquidez reduzida neste
início de semana", observou a equipe da corretora Rico.

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