Profissionais da Saúde Mental de Rio das Ostras realizam abraço simbólico | Rio das Ostras Jornal

Profissionais da Saúde Mental de Rio das Ostras realizam abraço simbólico

          Profissionais da Saúde Mental de Rio das Ostras
          realizam abraço simbólico (Fotos: Gabriel Sales)
Luta antimanicomial  envolve profissionais, gestores e assistidos que defendem a desospitalização

Na segunda-feira, dia 14, profissionais da Secretaria de Saúde, gestores e assistidos pelo Programa de Saúde Mental de Rio das Ostras promoveram um ato simbólico mostrando o compromisso do Município com o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes. A ação, que defende a política de desospitalização e o fim dos manicômios, aconteceu no Centro de Reabilitação, em Parque Zabulão; e em seguida, no Centro de Atenção Psicossocial, em Jardim Marilea.

A desospitalização é uma das formas de humanizar a recuperação do paciente, permitindo que usuários internados continuem o tratamento em casa, de forma responsável, inseridos na família e na sociedade.   

De acordo com a coordenadora de Saúde Mental do Município, Lélia Nogueira, a desospitalização é fundamental para um tratamento mais humanizado e ressocialização dos pacientes. “Devemos mantê-los junto a suas famílias. Internação somente em último caso. Acreditamos que o tratamento não se resume a remédios e manicômios. Defendemos uma assistência cure por intermédio de trocas e laços afetivos. Todos saem ganhando”, ressalta.

“Atividades do cotidiano, como cuidados com a higiene pessoal e a alimentação, além de atividades de lazer e de artesanato, são essenciais para a reinserção dos pacientes na sociedade. Hoje temos assistidos que trabalham em nossas unidades de Saúde Mental. Acreditamos que este seja o melhor caminho”, defende a terapeuta ocupacional Jorgina Lima, que integra a equipe do Programa Municipal de Saúde Mental.        

HISTÓRIA DE VIDA - O aposentado Rubey Furtado Ribeiro é um ardoroso defensor da desospitalização. Com desenvoltura, relata sua história e conquistas.

“Comecei meu tratamento há 15 anos. Fui internado duas vezes, em 2002 e 2003. Fiquei longe da minha família, que só podia me visitar duas vezes por semana. Quando sai do hospital, frequentei oficinas de terapia ocupacional oferecidas pelo Programa”, conta. “Hoje vivo com minha esposa e minha filha e, quando preciso, venho ao Centro de Reabilitação”, completa, com segurança e orgulho.



RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA – A coordenação de Saúde Mental planeja inaugurar, nos próximos meses, residência terapêutica para assistir a pacientes que estão internados em três hospitais da cidade. A ideia é atender, inicialmente, a dez pacientes.
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