Na semana passada, senador
(PSB-RJ) admitiu que teve conta no banco suíço, mas que "não sabia o
ano"; antes, ele havia dito que nunca teve vínculos com a instituição
A Procuradoria-Geral da República
(PGR) vai pedir oficialmente ao Ministério Público da Suíça que abra
investigações sobre uma suposta conta do senador Romário Faria (PSB-RJ) no país
europeu. O pedido de cooperação deve ser enviado nos próximos dias para Berna.
A questão da conta não declarada
de Romário na Suíça foi levantada por VEJA em uma reportagem publicada em julho
passado. Ilustrava a reportagem um documento descrito pela revista como um
"extrato" da conta do senador no BSI. O senador, respaldado pelo
próprio BSI, desclassificou a prova documental como "extrato falso".
O assunto, no entanto, ganhou um
novo capítulo na semana passada. Na gravação que levou à prisão o banqueiro
André Esteves, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo Dilma
Rousseff, e o advogado Edson Ribeiro sugerem que Romário fez um acordo com o
prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), que mantém boa relação com o
banqueiro. O BSI foi comprado em 2014 pelo BTG Pactual, de Esteves.
O caso é mencionado na conversa
gravada no dia 4 de novembro deste ano pelo filho de Nestor Cerveró, Bernardo. "Ai tá, pra acabar de complicar ainda
mais o jogo aparece o Eduardo Paes com o Pedro Paulo, é, com o Romário",
diz Delcídio. "Ué, fizeram acordo né?", comenta Ribeiro. "Diz o
Eduardo que fez", afirma o senador do PT. "Tranquilo. Tinha conta
realmente do Romário", ressalta Ribeiro. Surpreso, o filho de Cerveró
questiona: "Tinha essa conta?". Na sequência, Delcídio conclui:
"E em função disso fizeram acordo". O BSI foi o banco que Esteves
adquiriu na Suíça.
No fim da semana passada, Romário
afirmou que pediria ao Ministério Público uma investigação para verificar se em
algum momento ele foi titular de conta na Suíça - antes, o senador negava ter
sido correntista de alguma instituição no país europeu. Agora, a PGR quer saber
dos suíços o que existe de fato como extratos dessa suposta conta. Berna, se
aceitar o pedido, tem o poder de exigir que o BSI abra seus dados e explique em
que época o senador teria mantido dinheiro depositado na Suíça.
No Brasil, Romário já indicou que
ele é o "maior interessado" em que se esclareça o caso. Na
sexta-feira, o senador protocolou um ofício na PGR para que o órgão peça a
abertura de investigação na Suíça. "Quando eu jogava na Europa, tive conta
no BSI. Só não sei o ano. Eu não me lembro, mas acredito que se a conta não é
movimentada, ela é fechada automaticamente", disse Romário em entrevista
ao jornalO Globo.
(Com Estadão Conteúdo)

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