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Membros da
equipe de comunicação de uma candidata
às eleições municipais na Arábia Saudita
trabalham em
sua campanha(Jordan
Pix/Getty Images)
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Eleições municipais também
permitiram que pessoas do sexo feminino se candidatassem. País é um dos lugares
do mundo que mais restringem os direitos da mulher
Pela primeira vez, as mulheres da
Arábia Saudita poderão votar e ser votadas para cargos políticos no país. Isso
acontecerá neste sábado, dia em que estão marcadas as eleições municipais no
país, nas quais os cidadãos vão escolher seus representantes para as
assembleias locais.
As mulheres representam apenas um
em cada sete candidatos - que, ao todo, são em 7.000 e concorrem a 3.1000
assentos na assembleia. Além disso, o número de homens que se registraram como
votantes (1,35 milhão) é mais de dez vezes o de mulheres que vão votar (130
637). Pelo menos duas ativistas, incluindo uma que faz campanha pelos direitos
humanos, estão entre as dezenas de candidatos banidos do pleito.
O fato de as mulheres poderem
votar neste sábado, porém, não significa que elas passarão a ter acesso aos
mesmos direitos que os homens na Arábia Saudita. O país ainda proíbe que
pessoas do sexo feminino dirijam ou viagem sem a autorização do marido, pai ou
irmão, por exemplo. Durante os comícios, as candidatas têm de discursar atrás
de uma divisória e devem ser representadas por parentes ou amigos do sexo
masculino para, por exemplo, interagir com os apoiadores nas redes sociais.
No entanto, mesmo as assembleias
municipais tendo poderes limitados no país, a abertura do caminho para o
engajamento político das mulheres pode, de alguma forma, dar início a uma
mudança nas questões relacionadas à cidadania. A Arábia Saudita vive um momento
de grandes desafios, entre eles uma guerra travada contra os rebeldes no Iêmen
e a queda do preço do petróleo, que tem importância vital para a economia da
região.
"Todo o mundo está falando
sobre a participação das mulheres, mas não é só sobre isso - é sobre
engajamento civil", afirmou Rasha Hefzi, uma empresária de 38 anos que se
candidatou a eleição, ao jornal britânico The Guardian. O slogan de
sua campanha é "Nós começamos e vamos continuar". Ela possui um
perfil profissional no Twitter e em outras redes sociais, repletos de gráficos
estilizados e comentários sobre seu comprometimento e vontade.
Sob o reino de Abdullah, o
predecessor de Salman que morreu em janeiro, aconteceram algumas tímidas
mudanças, mas que contribuíram para dar esperança às mulheres, como a abertura
da candidatura para as assembleias locais. Contudo, existem barreiras criadas
pelo islamismo e pelo wahhabismo - uma doutrina sunita puritana baseada na
interpretação literal do Alcorão - que ainda fazem da Arábia Saudita um dos países
que mais restringem os direitos das mulheres no mundo.

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