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Governador
Pezão visita obras do Metrô na Zona
Sul do Rio (Foto: Marcelo Elizardo / G1)
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Pezão ressaltou que Brasil já
perdeu um ano sem crescer.
O governador do Rio de Janeiro,
Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou que a abertura do processo de impeachment
contra a presidente Dilma Rousseff “não ajuda o país”, nesta quinta-feira (3),
durante uma vistoria a estação de Metrô no Leblon, Zona Sul do Rio. "Não
ajuda o país. O país não precisa disso. Já perdemos um ano. Um ano onde a
racionalidade não operou na câmara federal. Passamos um ano sem o país crescer,
pessoas perdendo o emprego".
Ele ainda afirmou que a situação
vivida no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello foi bem
diferente da atual. "Não dá pra comparar (com Collor). Muito diferentes.
Uma pessoa séria com dificuldades de governabilidade, ela (Dilma) é uma pessoa
acima de qualquer dúvida sobre sua vida. Pessoa muito séria", defendeu
Pezão.
Para que o processo de impeachment
siga adiante, dois terços dos 513 deputados da Câmara Federal precisam votar a
favor. Pezão negou que possa articular com deputados do Rio uma votação
contrária ao afastamento de Dilma do cargo. "Eu não tenho esse poder. Eu
não tenho esse poder de ter peso na bancada federal. O apelo que faço aos
deputados e senadores do Rio é que a gente termine rapidamente com esse
processo e dê governabilidade ao país", disse o governador, que disse
ainda que vai ligar para Dilma para passar sua solidariedade.
"Quero colocar a minha
solidariedade a ela. Me colocar à disposição. No que eu puder ajudá-la, eu vou
fazer", disse.
O governador comemorou ainda
aprovação do ajuste fiscal na Câmara Federal. Segundo ele, isso vai ajudar na
liberação de repasses do governo federal ao estado. Mas reclamou das pautas
debatidas no Congresso este ano.
"Lamentável que a gente vá
para o segundo ano tendo que discutir impeachment, quando o país está
precisando que as pessoas se entendam. Respeitem o resultado das urnas. E crie
uma pauta positiva para o país. As pessoas estão perdendo emprego. Estamos indo
para uma taxa de desemprego de dois dígitos. Precisamos fazer uma pauta positiva.
Acho que essa não é a pauta", afirmou Pezão.
Cunha marcou reunião nesta quinta
com líderes dos partidos
O presidente da Câmara, deputado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcou para 11h30 desta quinta a reunião com os
líderes dos partidos da Casa para definir o processo de impeachment da
presidente, anunciado na quarta-feira.
A abertura do processo foi feita
com base no pedido dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, que
apresentaram documento em outubro alegando que a chefe do Executivo descumpriu
a Lei de Responsabilidade Fiscal ao ter editado decretos liberando crédito
extraordinário, em 2015, sem o aval do Congresso Nacional.
Após o acolhimento do pedido,
Eduardo Cunha deverá ler a denúncia no plenário da Câmara, em sessão
imediatamente seguinte, e enviar o documento a uma Comissão Especial.
Comissão Especial
A Comissão Especial se reunirá 48
horas depois de criada para eleger seu presidente e relator. Em 10 dias,
emitirá parecer sobre requisitos formais da denúncia, se ela deve ser ou não
ser objeto de deliberação. Dentro desse período, o colegiado poderá realizar
diligências que julgar necessárias ao esclarecimento da denúncia.
A Comissão será composta por
deputados federais de todos os partidos. Cada legenda terá número de deputados
proporcional ao tamanho de sua bancada na Câmara que poderão se manifestar
sobre a denúncia.

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