![]() |
| (Reprodução Intertv) |
Ele ficou internado no pronto
socorro de São Pedro da Aldeia, RJ. Família conseguiu ordem judicial, mas homem não aguentou a espera.
Um homem de 46 anos morreu após
ficar 23 dias internado no pronto-socorro de São Pedro da Aldeia,
na Região dos Lagos do Rio, à espera de uma vaga em uma Unidade de Tratamento
Intensivo (UTI). A família, que alega negligência, chegou a conseguir uma ordem
judicial para a transferência, mas Roberto Carlos dos Santos não aguentou a
espera.
De acordo com os documentos
mostrados pela família, Roberto deu entrada no pronto-socorro da cidade no dia
4 de novembro, com suspeita de hérnia disco e dores na coluna lombar, mas o
quadro evoluiu para infecção urinária e problemas respiratórios.
A sobrinha da vítima, Jaqueline
Azevedo, considera a situação um descaso. "Fica um sentimento de tristeza
profunda porque ele é um pai de família, honesto, trabalhador, que pagou a vida
inteira os seus impostos e quando ele mais precisou de um atendimento decente,
ele não teve", disse.
No dia 16 de novembro, a família
conseguiu uma ordem da Justiça, que determinou a transferência do paciente para
uma UTI, mas, segundo a família, o pronto-socorro não cumpriu a liminar.
"Não mudou em nada. O médico
falou que de cinco em cinco minutos ele recebia esse tipo de liminar. Fui
também à secretaria de saúde e fui informada da mesma coisa: que não há vagas
em todo o estado. Infelizmente é muito caro uma UTI particular",
acrescentou Jaqueline.
O homem chegou a ser transferido para
o Hospital Regional de Araruama, mas a unidade também não tinha vagas de UTI e
ele precisou voltar para o pronto-socorro.
Na certidão de óbito, a causa da
morte foi dada como choque cardiogêncio, em decorrência de uma parada
cardiorespiratória. O médico que atendeu Roberto Carlos, diretor do pronto
socorro, Gílberson Wanderley, disse que o paciente ficou em uma fila à espera
da vaga de uma UTI. Ele nega que houve negligência no atendimento.
"O sistema é para todos.
Tanto para quem tem mandado judicial quanto para quem não tem. A gente fica
esperando a resposta positiva do sistema. Quando tem vaga, quando levar e que
horas levar", explicou.
Gílberson ainda disse que uma vaga
foi aberta mas um outro paciente teria entrado na frente. "Conseguimos um
exame com vaga só que entrou um paciente mais grave na frente dele no mesmo
dia. Ele acabou perdendo a vaga que já tinha sido concedida a ele",
informou o diretor do pronto socorro, acrescentando que a vítima recebeu os
devidos atendimentos e que ninguém esperava o falecimento do paciente.
A Secretaria Estadual de Saúde,
que regula as vagas de UTI no estado, ainda não deu nenhuma declaração sobre o
caso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!