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Grupo mostra
faixas a favor do impeachment em ato
na Avenida
Paulista na noite desta quarta-feira (2)
(Foto: Nelson Antoine/Framephoto/Estadão
Conteúdo)
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Um grupo comemorou na Avenida
Paulista na noite da quarta-feira (2) o pedido de impeachment da presidente
Dilma Rousseff (PT), aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ). Os manifestantes levaram faixas para o vão livre do Masp e
chegaram a bloquear duas faixas da via.
A Companhia de Engenharia de
Tráfego (CET) disse que havia cerca de 30 pessoas no ato e que o grupo chegou a
ocupar duas faixas do sentido Consolação da Paulista em alguns momentos da
manifestação. A Polícia Militar não sabia informar o número de participantes
até as 22h15.
Um dos participantes da
manifestação, iniciada por volta das 21h, foi o coordenador nacional do
Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri. O grupo estendia faixas quando o
semáforo na esquina com a Rua Professor Otávio Mendes fechava para os veículos.
Indignação
A presidente Dilma Rousseff negou
"atos ilícitos" em sua gestão e afirmou que recebeu com
"indignação" a decisão do peemedebista. A declaração ocorreu em meio
a um pronunciamento dela no Salão Leste do Palácio do Planalto, que durou cerca
de três minutos.
"Hoje [quarta] eu recebi com
indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados de processar
pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo
brasileiro", disse Dilma durante o pronunciamento.
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Coordenador
nacional do Movimento Brasil Livre (MBL),
Kim
Kataguiri, participa de ato na Avenida Paulista
(Foto: Cris
Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)
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No início da noite desta quarta,
Eduardo Cunha convocou jornalistas para um anúncio no Salão Verde da Câmara dos
Deputados. Nesse pronunciamento, afirmou ter aceito pedido movido pelos
juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, negou motivação política, mas
enfatizou que o pedido respeitava a legislação.
Responsável pela abertura do
processo de impeachment de Dilma, Cunha é suspeito de ter envolvimento com o
esquema de corrupção que atuou na Petrobras e é investigado na Operação Lava
Jato.
Além disso, o Conselho de Ética da
Câmara dos Deputados apura se o peemedebista quebrou o decoro parlamentar por
supostamente mentir à CPI da Petrobras quando disse que não tinha contas na
Suíça – posteriormente, em entrevista ao G1 e à TV Globo, ele disse ter o
usufruto das contas, mas ser não o dono delas.


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