12/03/2015

Grupo comemora na Av. Paulista pedido de impeachment de Dilma

Grupo mostra faixas a favor do impeachment em ato
na Avenida Paulista na noite desta quarta-feira (2)
  (Foto: Nelson Antoine/Framephoto/Estadão Conteúdo)
Manifestantes levaram faixas para vão livre do Masp na noite desta quarta.
Um grupo comemorou na Avenida Paulista na noite da quarta-feira (2) o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os manifestantes levaram faixas para o vão livre do Masp e chegaram a bloquear duas faixas da via.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) disse que havia cerca de 30 pessoas no ato e que o grupo chegou a ocupar duas faixas do sentido Consolação da Paulista em alguns momentos da manifestação. A Polícia Militar não sabia informar o número de participantes até as 22h15.
Um dos participantes da manifestação, iniciada por volta das 21h, foi o coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri. O grupo estendia faixas quando o semáforo na esquina com a Rua Professor Otávio Mendes fechava para os veículos.
Indignação
A presidente Dilma Rousseff negou "atos ilícitos" em sua gestão e afirmou que recebeu com "indignação" a decisão do peemedebista. A declaração ocorreu em meio a um pronunciamento dela no Salão Leste do Palácio do Planalto, que durou cerca de três minutos.
"Hoje [quarta] eu recebi com indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados de processar pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro", disse Dilma durante o pronunciamento.
Coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL),
Kim Kataguiri, participa de ato na Avenida Paulista
(Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)
No início da noite desta quarta, Eduardo Cunha convocou jornalistas para um anúncio no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Nesse pronunciamento, afirmou ter aceito pedido movido pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, negou motivação política, mas enfatizou que o pedido respeitava a legislação.
Responsável pela abertura do processo de impeachment de Dilma, Cunha é suspeito de ter envolvimento com o esquema de corrupção que atuou na Petrobras e é investigado na Operação Lava Jato.

Além disso, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados apura se o peemedebista quebrou o decoro parlamentar por supostamente mentir à CPI da Petrobras quando disse que não tinha contas na Suíça – posteriormente, em entrevista ao G1 e à TV Globo, ele disse ter o usufruto das contas, mas ser não o dono delas.

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