Gabinete de crise cobra soluções
para situação crítica na saúde no Rio. Reunião com secretários do Estado e do Município acontece quarta (23).
Os problemas nas unidades de saúde
do Estado do Rio de Janeiro serão
discutidos em um gabinete de crise, que envolve a participação de vários
órgãos, que buscarão soluções para minimizar e resolver os problemas de
atendimento, de falta de insumos e de falta de pagamento de funcionários das
unidades de saúde, como mostrou o Bom Dia Rio.
Na última segunda-feira (21), a
Defensoria Pública do Estado do Rio
de Janeiro, a Defensoria Pública da União, o Ministério Público do
Estado do Rio de Janeiro e o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro formaram
umgabinete de crise para cobrar das autoridades soluções para os problemas
enfrentados pela saúde no Estado do Rio.
"Nós estamos lidando com uma
crise grave na qual a responsabilidade é compartilhada. Não há sentido os
órgãos que atuam na defesa do cidadão atuarem de maneira separada. A gente
perde a força do resultado dessa ação. Por isso, em uma reunião ontem, no
Ministério Público estadual, chegamos a conclusão de que deveríamos unificar os
esforços", explicou Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos, que
lembrou que as instituições conseguirão melhores resultados trabalhando juntos.
Darze afirmou ainda que o
Sindicato dos Médicos está entrando com ações na Justiça de Trabalho para
obrigar o Governo do Estado do Rio a pagar os salários atrasados dos
profissionais de saúde. "A partir do momento que se esgotam as negociações
com as esferas de governo e os resultados foram pífios, temos que buscar na
própria justiça a solução do problema", justificou o presidente do
Sindicato.
Na próxima quarta-feira (23), as
instituições agendaram uma reunião com os secretários de Saúde do Estado e do
Município, para a definição de um plano de contingência com ações de curto e
médio prazo para restabeler o atendimento em hospitais, institutos
especializados e UPAs.
O presidente do Conselho Regional
de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Pablo Vazquez, contou que, por conta
da falta de pagamento, muitos profissionais já não possuem meios para se
locomover até os hospitais onde trabalham.
"Os funcionários que dependem
de seus salários para o transporte para as suas unidades estão tendo
dificuldades e começamos a ter uma falta de pessoal que, se o problema não for
resolvido, tende a se agravar", afirmou Vazquez.
Por conta da crise e da falta de
repasses do Governo do Estado, as instituições responsáveis pela gestão das
unidades de saúde vêm atrasando o pagamento dos profissionais e deixado de
fornecer insumos. O presidente do Cremerj acredita que a única maneira de
resolver o problema é com repasses que permitam a compra dos itens em falta nos
hospitais.
"As pessoas que estão
internadas estão sendo atendidas. Mas, se não houver, um tratamento para esta
crise, eles terão que ser transferidos para outras unidades. Não há condições
de resolver isso sem um aporte financeiro", contou Pablo Vazquez.
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