Pacientes foram
atendidos normalmente na manhã desta quinta (24). Ainda faltam insumos no
Hospital Getúlio Vargas.
O atendimento na
emergência do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio,
foi retomado na manhã desta quinta-feira (24), como mostrou o RJTV. Durante a
semana, a unidade chegou a recusar pacientes por falta de condições de
atendimento e por falta de pagamento dos profissionais de saúde.
Até o fim da
manhã, o movimento era tranquilo e os pacientes que chegavam eram socorridos.
Pietro Merola ficou aliviado ao conseguir atendimento para a filha, que sofreu
um acidente. O carro onde ela estava bateu e explodiu. Duas pessoas morreram.
“Uma capotagem
que aconteceu na madrugada. Ela dormiu na direção. Ela foi bem atendida aqui”,
afirmou o pai da paciente.
Os funcionários
da emergência do Hospital Albert Schweitzer receberam a informação de que o
pagamento dos salários atrasados acontecerá na tarde desta quinta (24).
Funcionários do
Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte do Rio, afirmaram que
maqueiros e enfermeiros receberam salários no começo da manhã. Mas ainda faltam
insumos na unidade, que segue atendendo somente os pacientes que correm o risco
de morrer.
“A informação é
de que, assim que chegar o caminhão com os insumos, vamos abrir as portas para
a população. Porque o que temos só dá para quem está lá dentro”, afirmou a
deputada estadual Enfermeira Rejane.
Pacientes não
conseguiram atendimento no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona
Oeste. Por volta das 7h, os pacientes eram informados de que não havia médicos
naquele horário. Com dores no peito, o pedreiro Júlio César Souza não conseguiu
atendimento.
“Estou com falta
de ar, muita dor no peito e falaram que não tem medico aí, mandaram eu ir para
casa. Não sei o que posso fazer desse jeito, tenho que ir pra casa. Morrer em
casa”, afirmou o pedreiro.
A doméstica Luzia
de Fátima Pereira afirmou que não conseguiu atendimento para o filho, apesar
dele estar dentro da unidade. “Eu estou correndo atrás de medico, não tem
medico para atender meu filho, ele está passando mal, tomando soro desde 20h.
Meu filho está dentro do hospital. Não sei o que vou fazer, não tem medico para
ver o exame do meu filho”.
Situação de emergência
O governador do
Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, decretou situação de emergência
na saúde na quarta (23). É uma forma de receber mais recursos e materiais do
governo federal, com menos burocracia. A presidente Dilma Rousseff anunciou a
criação de um gabinete de crise, que vai fornecer equipamentos, medicamentos e
colocará seis hospitais federais para auxiliar a rede estadual.
O secretário de
Atenção à Saúde do Ministério da Saúde
garantiu que todos os seis hospitais e três institutos federais que funcionam
no Rio de Janeiro estão funcionando bem.
“Não há crise
nesses hospitais, nós estamos com o orçamento em dia e vamos terminar o
exercício sem problemas, a ponto de podermos socorrer o Estado do Rio,
inclusive com estoques reguladores que nós temos de insumos, que é uma das
necessidades do governo do estado”, explicou Alberto Beltrame.
O diretor-geral
do Hospital do Fundão, Eduardo Côrtes, afirmou em entrevista ao Bom Dia Rio que
pode ajudar, mas pouco. A unidade já está com consultas e cirurgias suspensas
por causa no atraso no repasse de verbas.
A Prefeitura do
Rio afirmou na quarta (23) que emprestará R$ 100 milhões para ajudar os
hospitais Albert Schweitzer e o Rocha Faria.
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