Mauricio Macri, presidente eleito
da Argentina, disse que vai buscar a suspensão da Venezuela devido a acusações
de abusos de direitos cometidos pelo governo de Maduro
A presidente Dilma Rousseff
afirmou nesta segunda-feira que não há motivos que justifiquem o recurso à
"cláusula democrática" para excluir a Venezuela do Mercosul, como
pretende o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri. "A cláusula
democrática já existe no Mercosul, mas ela precisa de fatos determinados",
disse a presidente em coletiva de imprensa, à margem da Conferência do Clima
(COP21), que acontece no centro de convenções Le Bourget, em Paris.
Dilma disse que esse recurso, que
autoriza a exclusão momentânea de um membro do Mercosul em caso de ruptura da
ordem democrática, pode ser usado "em cima de fatos determinados, ela não
é genérica". Ela mencionou que essa cláusula foi usada em 2012 para
suspender o Paraguai, após a destituição do presidente Fernando Lugo pelo
Senado do país.
Presidente argentino eleito na
votação de 22 de novembro, Macri antecipou que pedirá a aplicação da cláusula
democrática contra a Venezuela, alegando que o país tem presos políticos, entre
eles Leopoldo López, condenado a quase 14 anos de prisão por acusações de
incitação à violência durante protestos contra o presidente Nicolás Maduro.
"Faremos como dissemos na campanha. Vamos invocar a cláusula democrática
contra a Venezuela, pelos abusos e pela perseguição contra os opositores",
declarou Macri.
O Mercosul atualmente é formado
por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. A Bolívia está em
processo de adesão. Macri assumirá a presidência argentina em 10 de dezembro, e
a próxima cúpula do Mercosul será realizada em 21 de dezembro no Paraguai.

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