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Oficiais
japoneses acenam enquanto o baleeiro Yushin Maru
número 2 zarpa do porto de Shimonoseki para
caçar baleias
no Oceano
Antártico (Foto: Kyodo/Reuters)
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Missão de quatro embarcações deve
seguir até março. País acabou com suspensão de um ano contra caça às baleias.
Quatro baleeiros japoneses
zarparam nesta terça-feira (1º) rumo ao Oceano Antártico, acabando com a
suspensão de um ano das expedições de caça às baleias, anunciou o governo do
Japão.
"Dois baleeiros zarparam de
Shimonosoki (sudoeste) com patrulheiro da agência esta manhã, enquanto o barco
principal partiu de outro porto. Um quarto baleeiro zarpou de um porto do
nordeste para unir-se à frota" afirmou à AFP uma fonte da Agência de
Pesca.
A missão, que deve prosseguir até
março, inclui um barco principal e mais três navios com uma tripulação total de
160 pessoas.
"Mais uma vez, uma frota de
baleeiros zarpa para cometer um crime contra a natureza", denuncia em um
comunicado Claire Bass, diretora da organização Humane Society
International/UK.
A associação ecológica Sea
Shepherd anunciou que um barco, o "Steve Irwin", vai zarpar de
Melbourne (Austrália) para acompanhar frota japonesa e impedir que cometa
"qualquer atividade ilegal".
O consumo de carne de baleia é uma
tradição no Japão, um país de pescadores, onde o animal é caçado há muitos
séculos. A indústria baleeira registrou seu auge após a Segunda Guerra Mundial,
para alimentar um país que então passava fome.
Mas a degustação deste tipo de
carne diminuiu à medida que o Japão se transformava em uma das economias mais
ricas do planeta.
Oficiais japoneses acenam enquanto
o baleeiro Yushin Maru número 2 zarpa do porto de Shimonoseki para caçar
baleias no Oceano Antártico (Foto: Kyodo/Reuters)
Oficiais japoneses acenam enquanto
o baleeiro Yushin Maru número 2 zarpa do porto de Shimonoseki para caçar
baleias no Oceano Antártico (Foto: Kyodo/Reuters)
O país foi obrigado a renunciar à
temporada de caça à baleia em 2014-2015 após uma denúncia da Austrália à Corte
Internacional de Justiça (CIJ).
O tribunal considerou que a
questão envolvia a pesca comercial e não científica, como alega o governo
nipônico.
O Japão apresentou um novo plano
de caça à Comissão Baleeira Internacional (CBI), que prevê a captura de 3.996
baleias Minke na Antártica nos próximos 12 anos.
O número representa a média de 333
por temporada, contra 900 do plano condenado pela justiça internacional.
O Japão caça baleias aproveitando
uma brecha da moratória de 1986 que permite a caça com fins científicos. O
governo não esconde, no entanto, que muitas baleias caçadas terminam sendo
vendidas para o consumo.

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