Tributos sobre bebida vão subir em
maio.
Um decreto presidencial publicado
no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (30) regulamenta o novo modelo
de tributação do setor de bebidas frias – que engloba cervejas, refrigerantes,
águas, energéticos e isotônicos – com validade a partir de maio. A lei 13.097,
que trouxe essas alterações, foi publicada em janeiro de 2015.
De acordo com a Receita Federal,
haverá um aumento médio da tributação dos produtos em cerca de 10% a partir de
maio. O Fisco explicou que a decisão de repassar essa alta dos tributos para os
preços depende dos fabricantes. A expectativa do governo é de arrecadar R$ 868 milhões
a mais neste ano, R$ 2,05 bilhões em 2016, R$ 2,31 bilhoes em 2017 e R$ 3,26
bilhões em 2018 com o novo modelo de tributação.
A Receita Federal informou que as
alíquotas atuais, que subirão a partir de maio, estavam paradas há anos e que a
sistemática anterior gerava distorções para as empresas. De acordo com o Fisco,
as alíquotas têm de ser atualizadas de tempos em tempos. O órgão explicou que
as mudanças foram fruto de conversas com representantes do setor de bebidas
frias.
Procurada pelo G1, a Associação Brasileira da
Indústria da Cerveja (CervBrasil) destacou que as negociações com o novo modelo
vinham sendo feitas desde o ano passado, o que deu tempo para os fabricantes se
programarem.
"O novo modelo traz melhorias
e avanços, já que implica em simplificação do sistema tributário e, mais
importante, garante previsibilidade dos negócios tanto para o governo quanto
para o setor. Haverá um impacto para o setor com aumento da arrecadação para o
governo, mas que, em nome da previsibilidade do novo sistema tributário, poderá
ser absorvido pelo mercado", afirmou a CervBrasil.
Cerveja subiu 12% em 12 meses
O preço subiu 12% em 12 meses até março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Já a inflação no período, medida pelo índice, ficou em 6,61%.
O preço subiu 12% em 12 meses até março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Já a inflação no período, medida pelo índice, ficou em 6,61%.
No acumulado nos 3 primeiros meses
de 2015, o preço da cerveja subiu 1,41%, abaixo da inflação, que ficou em
3,58%.
Já o preço do refrigerante,
segundo a Fipe, subiu 2,56% no acumulado no ano até março e 9,24% em 12 meses.
Novas alíquotas
Com a nova regulamentação, as alíquotas incidentes sobre a fabricação e importação de bebidas frias serão de 2,32% para o PIS/Pasep e de 10,68% para a Cofins. Para as vendas feitas pelos varejistas, a alíquota será de 1,86% para o PIS/Pasep e de 8,54% para a Cofins.
Com a nova regulamentação, as alíquotas incidentes sobre a fabricação e importação de bebidas frias serão de 2,32% para o PIS/Pasep e de 10,68% para a Cofins. Para as vendas feitas pelos varejistas, a alíquota será de 1,86% para o PIS/Pasep e de 8,54% para a Cofins.
No caso do Imposto Sobre Produtos
Industrializados (IPI), o recolhimento será feito na produção, com alíquota de
6% para cervejas e de 4% para as demais bebidas frias.
O Fisco informou ainda que o decreto
publicado nesta quinta-feira estabelece o conceito de cerveja especial e chope
especial, para fins de redução das alíquotas do IPI, da Contribuição para o
Pis/Pasep e da Cofins.
Também estabelece que o varejista,
em início de atividade, poderá ser beneficiado pelas reduções de alíquotas na
aquisição das bebidas e institui obrigações acessórias (declarações) a serem
adotadas pelo estabelecimento da pessoa jurídica que vender para pessoa
jurídica varejista ou ao consumidor final
O decreto também disciplina,
segundo a Receita Federal, o aproveitamento de créditos do IPI para as bebidas
em estoque no dia 30 de abril de 2015, último dia de vigência do regime
tributário anterior para o setor de bebidas frias.
Fonte: G1

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