Analistas passam a prever que juros terminarão 2015 em 13,50% ao ano.
As previsões para a economia
brasileira voltaram a piorar na semana passada: os economistas do mercado
financeiro aumentaram sua estimativa para o comportamento da inflação neste
ano, ao mesmo tempo que vêem um "encolhimento" ainda maior da economia
brasileira em 2015 e estimaram uma alta maior da taxa básica de juros – fixada
pelo Banco Central.
As previsões foram feitas na
semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (4) pela autoridade monetária,
que realizou pesquisa com mais de 100 bancos.
A expectativa dos economistas dos
é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
fique em 8,26% neste ano – na semana anterior, a taxa esperada era de 8,25%
para 2015. Para 2016, a previsão dos economistas para o IPCA ficou estável em
5,6%.
Se confirmada, a previsão do
mercado para a inflação de 2015 (de 8,26%) atingirá o maior patamar desde 2003,
quando ficou em 9,3%. A expectativa oficial do governo para a inflação deste
ano, divulgada recentemente por meio do projeto da Lei de Diretrizes
Orçamentárias, está em 8,2%. A equipe econômica informou, na ocasião, que está
utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos.
Segundo economistas, a alta do
dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e
tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a
inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue
elevada.
Produto Interno Bruto
Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,18%, contra a estimativa anterior de uma queda de 1,10% em 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.
Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,18%, contra a estimativa anterior de uma queda de 1,10% em 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.
O PIB é a soma de todos os bens e
serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de
quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para
2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%.
No fim de março, o IBGE informou
que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais),
a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o
PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde
2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%.
Taxa de juros
Após o Banco Central ter subido os juros para 13,25% ao ano na semana passada, o maior patamar em seis anos, o mercado passou a prever um aumento maior dos juros em 2015. A expectativa passou a ser de uma taxa de 13,50% ao ano no fim deste ano – o que pressupõe um novo aumento de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em 2015.
Após o Banco Central ter subido os juros para 13,25% ao ano na semana passada, o maior patamar em seis anos, o mercado passou a prever um aumento maior dos juros em 2015. A expectativa passou a ser de uma taxa de 13,50% ao ano no fim deste ano – o que pressupõe um novo aumento de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em 2015.
A taxa básica de juros é o
principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo
sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para
atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o
consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar.
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar.
A projeção para o resultado da
balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em
2015 recuou de US$ 4,17 bilhões para US$ 4,02 bilhões de resultado positivo.
Para 2016, a previsão de superávit comercial permaneceu em US$ 9,95 bilhões.
Para este ano, a projeção de
entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 57 bilhões
para US$ 57,5 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte
permaneceu estável em US$ 60 bilhões.

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