5/06/2015

Polícia investiga se empresário se matou ou foi morto em hotel de SP

Cássio Yazbek tinha saco na cabeça e as mãos estavam algemadas. Executivo de cinema foi achado em banheiro de hotel de luxo de São Paulo.
A Polícia Civil de São Paulo investiga as hipóteses de suicídio ou homicídio no caso do empresário Cássio Yazbeck, de 46 anos, encontrado morto na tarde de terça-feira (5) no quarto de um hotel de luxo na Zona Sul da capital paulista.

Policiais do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) informaram ao G1 que essas são as duas linhas de investigação que estão sendo apuradas para explicar o que aconteceu.
Executivo e produtor de cinema, Cássio foi achado por uma camareira do Hotel Grand Plaza, na Rua Leôncio de Carvalho, no Paraíso. Segundo a mulher, o corpo dele estava no banheiro, com um saco plástico na cabeça e as mãos para frente, algemadas, presas ao bidê. Comprimidos para dormir foram encontrados ao lado. A suspeita é que ele tenha morrido em decorrência de asfixia.

Investigadores aguardam o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte. A perícia também vai analisar os comprimidos para saber se ele os ingeriu. Com o documento, o DHPP terá elementos para tentar saber se Cássio se matou ou foi morto.

Parentes do empresário chegaram a contar aos policiais que Cássio estaria deprimido nos últimos dias devido a problemas pessoais e dificuldades profissionais. Funcionários do hotel ouvidos pela investigação informaram que ele deu entrada na segunda-feira (4), e que não recebeu visitas até terça-feira.

Durante esse período também não atendia as ligações da portaria do hotel e do serviço de quarto. Câmeras de segurança serão requisitadas e analisadas para saber se gravaram alguma imagem de Cássio.

Um dos últimos trabalhos dele foi em 2014, como gerente de finanças do filme "Não pare na pista: a melhor história de Paulo Coelho."

O caso foi registrado inicialmente no 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, como "homicídio simples", de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência. Posteriormente, a investigação passou para o DHPP, que trabalha no caso como "morte suspeita a esclarecer".

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