Lilian López é casada com líder do
partido político Vontade Popular.
A esposa do líder do partido
político venezuelano Vontade Popular, Leopoldo López, detido desde fevereiro do
ano passado acusado de ter incitado violência em manifestações contra o
governo, pediu nesta quinta-feira (7) que as autoridades brasileiras se solidarizem
com a situação dos oposicionistas na Venezuela.
Ela participou junto de Mitzy
Capriles, esposa do também lider de oposição preso, Antonio Ledezma, de uma
audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
López e Ledezma estão presos desde
fevereiro de 2014 após serem acusados pelo presidente da Venezuela, Nicolás
Maduro, de promover protestos contra o regime chavista e conspirarem para a
saída de Maduro do cargo.
"Em primeiro lugar, obrigada.
Obrigada ao Brasil. [...] Representamos a voz das vítimas venezuelanas,
familiares de presos políticos, que são 89, familiares dos assassinados nos
protestos do ano passado, de desaparecidos, dos exilados, dos que hoje estão
pressionados pelo regime de
Maduro", disse Lilian López, após a audiência pública.
"Hoje esperamos justiça,
esperamos liberdade. Esperamos solidariedade da região. A oposição venezuelana
está mais unida do que nunca, representamos a voz da unidade democrática. A
saída ao desastre que vive a Venezuela deve ser constitucional, pacífica e
democrática. [...] Esperamos liberdade e união de Brasil e Venezuela em uma só
voz: a voz do respeito aos direitos humanos", continuou.
Durante a audiência, Lilian López
e Mitzy Capriles pediram que as autoridades brasileiras e sul-americanas se
unam para que se encerre a repressão na Venezuela. Além disso, as ativistas
pediram a liberação dos 89 presos políticos.
"[Precisamos] que nos
acompanhem, que haja uma observação qualificada internacional nas próximas
eleições parlamentares na Venezuela", afirmou Lilian López.
As duas venezuelanas foram
convidadas para falar ao Senado brasileiro pelos senadores Aloysio Nunes
(PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG).
Em discurso no plenário do Senado,
o líder do PSDB na Casa, Cássio Cunha Lima (PB), lamentou que as esposas dos
políticos presos não serão recebidas pela presidente Dilma Rousseff. Após a
reunião na comissão do Senado, Lilian López e Mizty Capriles foram recebidas
pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
"Não posso deixar de trazer
uma nota de lamento pela recusa da presidente Dilma Rousseff, do PT, de receber
essas mulheres nos dias que antecedem o Dia das Mães, que também será celebrado
na Venezuela no próximo domingo. Nem mesmo a condição de gênero fez com que a
presidente Dilma Rousseff tivesse sensibilidade para acolher essas mulheres,
que trazem na face a marca da coragem, da altivez, da grandeza e os sulcos da
dor e do sofrimento", criticou o tucano.

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