![]() |
Mãe (de
vermelho) ao lado das três filhas segura carta
com pedido
de ajuda (Foto: Mauricio Mota/Arquivo pessoal)
|
As três filhas de Marlene dos
Santos, de 60 anos, sonham um dia poder ver o fim da busca dolorosa e de muita
expectativa vivenciada há 30 anos pela mãe. Primeiro, Marlene, moradora de Rio das Ostras, precisou reencontrar
as três filhas mais velhas, que foram entregues a outras famílias pelo pai após
a separação do casal. Agora, a luta é para localizar as duas filhas caçulas que
foram praticamente arrancadas do colo da irmã mais velha e levadas por pessoas
diferentes.
![]() |
Única foto
que família tem é de Queli Cristina, ainda
criança, que hoje deve estar com 32 anos (Foto: Maurício da Mota/Arquivo pessoal) |
Michele Santos Gomes e Queli
Cristina Santos Gomes, de acordo com a família, teriam nos dias atuais 34 e 32
anos, respectivamente. Das meninas ficaram muitas lembranças, mas poucas
informações. Dos registros, sobraram apenas a segunda via da Certidão de
Nascimento e uma foto de Queli Cristina, ainda pequena.
A irmã mais velha, Neidemara Gomes de Souza, de 40 anos, conta como foi o último contato traumático com as irmãs, na época com 4 e 2 anos de idade.
"Eu tinha 5 ou 6 anos quando fui entregue para uma família no Rio de Janeiro. Foi a pessoa que me pegou que intermediou a entrega das minhas irmãs caçulas a outras duas mulheres. Eu já estava com 11 anos, na ocasião, e me lembro dessas duas mulheres vindo até mim e tirando as minhas irmãs do meu colo. O encontro foi em um salão de beleza. Elas choravam muito, pois não queriam sair do meu colo e, como eu nunca tinha visto as pessoas, pensei que elas voltariam, até mesmo para se despedir, mas isso nunca aconteceu e nem tive mais informações sobre elas. Voltei lá outras vezes e o salão não existia mais", contou, lamentando o fato da mãe não ter condições de falar por estar emocionalmente muito abalada.
A irmã mais velha, Neidemara Gomes de Souza, de 40 anos, conta como foi o último contato traumático com as irmãs, na época com 4 e 2 anos de idade.
"Eu tinha 5 ou 6 anos quando fui entregue para uma família no Rio de Janeiro. Foi a pessoa que me pegou que intermediou a entrega das minhas irmãs caçulas a outras duas mulheres. Eu já estava com 11 anos, na ocasião, e me lembro dessas duas mulheres vindo até mim e tirando as minhas irmãs do meu colo. O encontro foi em um salão de beleza. Elas choravam muito, pois não queriam sair do meu colo e, como eu nunca tinha visto as pessoas, pensei que elas voltariam, até mesmo para se despedir, mas isso nunca aconteceu e nem tive mais informações sobre elas. Voltei lá outras vezes e o salão não existia mais", contou, lamentando o fato da mãe não ter condições de falar por estar emocionalmente muito abalada.
O pai das meninas, Manoel Pereira
Gomes, sofria de alcoolismo, e morreu após doar as meninas. Segundo as
filhas, Marlene, na separação, precisou trabalhar em uma casa de família, por
isso, o ex-marido acabou ficando com as crianças. Ele não a deixava ter contato
com as meninas até que ela descobriu que nenhuma estava mais com o ex.
Após anos de buscas, Marlene conseguiu reunir as três filhas mais velhas, e todas, com a ajuda de um genro, abraçaram a causa e também iniciaram a luta para encontrar pistas do paradeiro das irmãs caçulas.
"Minha mãe me liga todos os anos nos dias 25 de janeiro e dia 27 de abril para lembrar do nascimento das duas. Ela nunca esqueceu. Não guardo nenhum arrependimento porque era criança, mas minha mãe sim, tem um arrependimento e culpa muito grande. Queremos muito encontrar as minhas irmãs", explicou.
Após anos de buscas, Marlene conseguiu reunir as três filhas mais velhas, e todas, com a ajuda de um genro, abraçaram a causa e também iniciaram a luta para encontrar pistas do paradeiro das irmãs caçulas.
"Minha mãe me liga todos os anos nos dias 25 de janeiro e dia 27 de abril para lembrar do nascimento das duas. Ela nunca esqueceu. Não guardo nenhum arrependimento porque era criança, mas minha mãe sim, tem um arrependimento e culpa muito grande. Queremos muito encontrar as minhas irmãs", explicou.
![]() |
Certidão de nascimento de uma das filhas de Dona
Marlene (Foto: Maurício da Mota/Arquivo pessoal) |
Atualmente, as filhas encontradas
por Marlene moram em cidades próximas, duas em Rio das Ostras perto
da mãe, e outra em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.
A família conta que registrou
queixa na polícia, que chegou a investigar, mas também não detectou o paradeiro
das meninas. Buscas também foram feitas pelas redes sociais, mas, como conta o
genro de Marlene, pode ser que elas nem tenham o mesmo nome hoje.
"Já deve ter mudado o nome
delas, procuramos de tudo quanto é forma. Precisamos de ajuda, pois a cada Dia
das Mães, Natal, Ano Novo, ela lembra das filhas com muita esperança de
reencontrar Michele e Queli", desabafou Maurício da Motta, marido de
Neidemara.
Neidemara conta que a família não
vai desistir, que é uma causa movida pelo amor de uma mãe, quer não vê a hora
de ver todas as irmãs reunidas.
"O que mais queremos é
notícias. Mesmo se elas não quiserem ter contato com a gente, só precisamos
saber se estão bem, se têm famílias. Minha mãe está doente, e acreditamos que
tudo seja emocional e possa melhorar com a localização delas. Não faço a mínima
ideia de como elas estão, mas a amamos muito, e a gente espera que estejam bem,
com família, disse a irmã mais velha, deixando os telefones (22) 99913-9808 e
(22) 99914-7429 para qualquer informação.
Fonte: G1



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!