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Juiz afirmou
que situação não exige agravamento
da pena (Reprodução/Facebook)
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Decisão gerou revolta na
Argentina, onde ocorreu o fato; magistrado diz ter cumprido a lei
Mesmo criticado por reduzir a pena
de um homem que abusou de um menino de seis anos, o juiz argentino,
Horacio Piombo, disse ter cumprido seu dever, em entrevista ao La Nacion, na
quarta-feira (20).
Ele afirmou que a decisão de
diminuir o período de prisão de seis para três anos se deveu a um fator
agravante, contra o menino, que, segundo ele, estaria perturbado por um abuso
anterior e mudou seus hábitos, oferecendo-se às pessoas.
Mesmo confrontado com a afirmação
de que não havia provas de violação anterior, ele rebateu, dizendo estar
baseado em relatos de psicólogos. Afirmou que o menino tinha um histórico de
abuso e por isso, como magistrado, ele reduziu a pena do criminoso, lamentando
pela criança mas garantindo que cumpriu a lei, já que não havia agravante
contra o criminoso.
— O que está provado é que algo
aconteceu com a criança, algo muito grave, porque ele mudou completamente os
hábitos antes que acontecesse essa ocorrência. O menino começou a fazer coisas
em lugares .. não é muito agradável dizer: começou a oferecer para fazer certas
coisas para as pessoas. Acreditamos que essa situação não seja o pontapé
inicial de tudo. Este caso havia sido um aproveitamento a mais de uma situação
que deve ser punida sem agravamento.
Após a decisão, uma enxurrada de
pedidos chegou ao tribunal exigindo a saída de Piombo. Grupos foram formados em
redes sociais com fortes críticas ao juiz. Mas, afirmando que se trata de uma
campanha com intenções políticas, o magistrado resiste no cargo e garante que
não vai renunciar.

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