Ex-atleta foi atropelada na sexta
(1º) em Vargem Pequena, na Zona Oeste.
O corpo da ex-nadadora medalhista
dos Jogos Pan-Americanos começou a ser velado no Cemitério do Caju, na Zona
Portuária do Rio, por volta das 8h desta segunda-feira (4). Sarah Corrêa, de 22
anos, foi atropelada perto de casa, em Vargem Pequena, na Zona Oeste, na
sexta-feira (1º).
A mãe da ex-atleta afirmou durante
o velório que irá buscar justiça sobre o acidente que resultou na morte da sua
filha. Para se despedir, Maria de Fátima Goncalves fez questão de vestir a
jovem com o uniforme da Seleção Brasileira de Natação. O enterro está marcado
para as 14h.
"Eu vou ser uma guerreira em
busca de justiça por ela. Eu disse e repito: a minha filha sentava comigo à mesa
do café e dizia 'mãe, eu não vim ao mudo para ser uma qualquer'. Ela está
fazendo a diferença agora, ela quer que eu lute por todas as mães que estão com
o coração despedaçado e perderam seus filhos de uma forma brutal", afirmou
Maria de Fátima Goncalves, muito emocionada ao lado do caixão. Ela lamentou não
ter conseguido doar os órgãos da filha. "Era o meu desejo, mas não foi a
justiça de Deus", afirmou a mãe.
O pai da ex-nadadora estava muito
emocionado ao receber parentes e amigos. Um representante do Fluminense
entregou uma bandeira do time para a mãe, que foi colocada sobre o corpo.
Liberação do corpo
A mãe da ex-nadadora passou a
tarde deste domingo no Instituto Médico Legal (IML) ao lado do marido e de
parentes aguardando a liberação do corpo.
"Uma menina disciplinada, uma
menina que tem uma legião de amigos. Nas redes sociais todo mundo está
inconformado com a morte dela. Ela tinha planos de voltar a nadar pelo Flamengo
ano que vem", contou a mãe Maria de Fátima Gonçalves.
Sarah era atleta e conquistou a
medalha de prata parao Brasil no revezamento 4X200 livre nos jogos
Pan-Americanos de Guadalajara, no México. Ela parou de treinar em 2014 e
atualmente trabalhava como vendedora em uma loja no Leblon. Segundo os
parentes, na sexta-feira Sarah estava indo para uma festa encontrar os amigos
do trabalho.
Câmera registra o acidente
O atropelamento foi gravado por
uma câmera de segurança instalada em uma das casas na Estrada dos Bandeirantes,
na altura de Vargem Pequena. O motorista avançou à esquerda em direção ao ponto
de ônibus e atropelou duas pessoas.
Um senhor que mora em uma casa em
frente ao ponto disse que foi um susto quando ouviu o barulho do carro
derrubando o muro dele. "Estava na sala, quando escutei o barulho eu vim
ver, ai vi só aquela poeira e só depois que a poeira desceu que eu vi que era
um carro", contou.
Paulo Soares, de 58 anos, morreu
na hora do acidente. Sarah foi levada para o Hospital Miguel Couto, no Leblon,
onde foi diagnosticada com morte cerebral.
Investigação
Um inquérito foi instaurado para
apurar as circunstâncias do caso. Em nota a Polícia Civil informou que o
motorista, que não teve o nome divulgado pela corporação, já prestou depoimento
na delegacia do Recreio. Ele alegou que depois do acidente foi a um hospital
para cuidar dos ferimentos e que por isso não prestou socorro às vítimas.
Ainda esta semana o motorista deve
ser ouvido novamente pelos investigadores. Os agentes buscam o histórico desse
suposto atendimento médico a que o motorista se referiu.
Um morador que preferiu não se
identificar disse que o homem que provocou o acidente tem costume de andar em
alta velocidade e que no dia estava com sinais de embriaguez.
“O motorista estava visivelmente
embriagado nós nos preocupamos com ele. Tiramos ele, perguntamos se tinha
vítima, ele alegou que não tinha. Nós procuramos por vítimas e não encontramos.
Mas ficamos tranquilos, 15 minutos depois da chegada dos bombeiros, que os
bombeiros com a experiência deles foram levantar e encontrar as duas pessoas
debaixo do carro. Ele costuma correr, dá cavalo de pau. Não é a primeira vez”,
contou o motorista.

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