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Protesto
fechou pista da Rua São Francisco Xavier,
no Maracanã (Foto: Reprodução / Facebook)
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Alunos cobram retomada integral dos
serviços da universidade.
Estudantes da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) voltaram a protestar na noite desta
terça-feira (19) contra a situação da instituição. De acordo com o Centro de
Operações da Prefeitura do Rio, por volta das 22h20 os manifestantes
interditaram uma pista da Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, na Zona Norte.
O protesto era monitorado por
policiais militares e acompanhado por agentes da CET-Rio. Segundo o Centro de
Operações, a interdição no trânsito ocorria na altura do portão 5 da Uerj.
Esta seria pelo menos a terceira
manifestação dos estudantes da Uerj deste a semana passada. O motivo dos
protestos seriam relacionados à crise enfrentada pela Universidade. Sem repasse
financeiro do governo, funcionários terceirizados que estão com os salários
atrasados e serviços como os de limpeza foram paralisados.
No dia 13, o protesto terminou com
uma tentativa de invasão à reitoria da
Uerj, que teve entrada depredada. De acordo com a segurança da
universidade, houve cinco feridos: três agentes de segurança (concursados) e
outros dois vigilantes (terceirizados), todos com escoriações leves.
Lixo acumulado
Lixo acumulado
Os alunos mostraram lixeiras
abarrotadas e muita sujeira nos corredor. No prédio, circulam todos os dias
cerca de 30 mil pessoas.
“Os corredores não tem como jogar
lixo porque já tá no chão. Está uma coisa horrível mesmo”, disse a estudante de
jornalismo Emily de Almeida.
O recolhimento de lixo está
suspenso há pelo menos duas semanas, por causa da greve dos funcionários da
limpeza e da manutenção. Eles são servidores terceirizados e o governo do
estado não paga as empresas prestadoras de serviços, há cinco meses.
“Eles já estão há dois meses sem receber,
os trabalhadores da limpeza e os da manutenção 5 meses. Então, além da gente
estar com o problema de limpeza, a gente está com problema de telefone, de
computador”, lamentou a estudante de serviço social, Fabiane Soares.
Nos banheiros a situação é ainda
mais crítica. A quantidade de lixo não cabe nos cestos e os estudantes contam
que o ambiente é insalubre.“Não dá vontade de vir. A gente chega no banheiro,
não tem papel. Está tudo molhado”, contou Geovana Elias, estudante de Nutrição.
Muitos elevadores também não estão
funcionando, por falta de manutenção. “A gente é obrigada a subir de escada.
Além da limpeza tem isso ainda também, os elevadores. Então está um absurdo
total, total descaso”, disse Anelise Rosário, estudante de matemática.
A falta de limpeza acabou afetando
também a clínica da faculdade de odontologia da Uerj. Eles tiveram que fechar
as portas por falta de pessoal pra fazer a higiene do lugar. Lá são atendidas,
por semana, quase três mil pessoas.
Sem saber que está sendo gravado,
o funcionário confirma o motivo do fechamento: “Sem ninguém pra fazer a
manutenção, não tem como funcionar”.
Dona Gilçara está fazendo
implantes dentários e está preocupada com a continuidade do tratamento. “Eu não
tenho condições de fazer lá fora, é caríssimo”, disse.
A suspensão dos serviços de
limpeza já tinha sido o motivo do adiamento das aulas no começo do ano
letivo. Agora, que o problema se repete, o governo do estado admite o atraso e
diz que vai regularizar o pagamento dos salários até o próximo dia 17. Enquanto
isso, os alunos e os professores estão fazendo mutirões pra diminuir a sujeira
nas salas de aula e tentar manter o calendário.
“Querendo ou não são os nossos
impostos que pagam a universidade. A gente batalhou muito pra chegar aqui. Eu
não acho errado porque eles estão reivindicando os direitos deles. Quem está
disposto a trabalhar de graça?”,disse Tatiane Martins, estudante de nutrição.

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