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Advogado espera que habeas corpus
de Elisa
seja julgado antes de acusação de corrupção de menores (Foto: Armando Paiva) |
Segundo decisão, acusação de
corrupção de menores terá de ser explicada.
O desembargador Siro Darlan, da 7ª
Câmara, deferiu nesta segunda-feira (18) uma liminar que suspende o processo
contra 23 ativistas acusados de associação criminosa e atos violentos em
protestos de 2013 e 2014. Com a decisão, o processo fica suspenso até que uma
acusação de corrupção de menores usada nas alegações finais pela promotoria,
citando também a associação criminosa e o uso de armas, seja julgada pela 7ª
Câmara Criminal. No entendimento do desembargador Siro Darlan, ela ocorreu
apenas nas alegações finais do processo.
"Acrescem que a presença
de adolescente em suposta
associação criminosa não se confunde
com o tipo
legal de corrupção
de menores. Entendem os Impetrantes, portanto, a ocorrência
de cerceamento de
defesa e ausência de correlação
entre a acusação
e sentença, inclusive porque
não se adotou
o procedimento previsto no artigo 384 do Código Processual Penal",
lê-se em um trecho da decisão de Siro Darlan.
Após a liminar, a defesa de Elisa
Quadros, conhecida como Sininho, e Karlayne Moraes Pinheiro, a Moa — que seguem
com o paradeiro desconhecido para a Justiça mesmo após a liminar — e Igor
Mendes da Silva, o único dos acusados que está preso, espera que o pedido de
habeas corpus para o trio seja julgado no Supremo Tribunal de Justiça antes da
decisão da 7ª Câmara Criminal. O habeas
corpus tem como autores também o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (DDH)
e o coletivo Mariana Criola.
"A decisão é importante para
que possamos ter elementos para que o recurso de habeas corpus que está sendo
julgado em Brasilia, pelo Supremo Tribunal de Justiça, seja julgado. A
relatoria passou para outro ministro", afirmou Marino D'Icarahy, advogado
de Elisa e Igor Mendes.
"Acreditamos que o STJ vá
julgar o habeas corpus favoravelmente antes de uma sentença condenatória",
analisa Marino.
Além de Elisa e Igor, estão
citados no processo Felipe Proença de Carvalho Moraes, Pedro Guilherme
Mascarenhas Freire, Felipe Frieb de Carvalho, Leonardo Fortini de Baroni
Pereira, Bruno de Souza Machado, Shirlene Feitoza Fonseca, Emerson Raphael
Oliveira da Fonseca, Eloisa Samy Santiago, Gabriel da Silva Marinho, Camila
Aparecida Rodrigues Jourdan, Rebeca Martins de Souza, Karlayne Moraes Pinheiro,
Luiz Carlos Rendeiro Júnior, Igor Pereira D'Icarahy, Drean Moraes de Moura
Corrêa, Pedro Brandão Maia, André de Castro Sanches Basserez, Fábio Raposo e
Caio Silva de Souza.
Os dois últimos tinham outro
processo contra eles pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, mas foram
libertados pela justiça do Rio em março de 2015.

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