Projetos fazem parte do pacote de
medidas do ajuste fiscal do governo
A Câmara analisa, a partir desta
terça-feira (19), as duas últimas propostas do ajuste fiscal proposto pelo
governo. Os deputados vão debater a MP (medida provisória) que aumenta tributos
de importação e o projeto que reduz o benefício de desoneração da folha de
pagamento.
A MP 668 aumenta as alíquotas do
PIS/Pasep-Importação de 1,65% para 2,1% e a da Cofins-Importação de 7,6% para
9,65%. Assim, a maioria dos importados passa a pagar 11,75% nesses dois
tributos, na soma das alíquotas.
O governo justificou o aumento das
alíquotas pela necessidade de evitar que produtos fabricados no País paguem
mais imposto do que os importados.
De acordo com o relatório
aprovado na comissão mista que analisou a MP, determinados setores terão
suas alíquotas específicas majoradas também, como o de produtos de perfumaria
ou higiene pessoal, que subiu, no total, de 12,5% para 20%. A incidência das contribuições
para veículos e máquinas importadas passa de 11,6% para 15,19%.
O deputado Moroni Torgan (DEM-CE),
vice-líder da minoria, criticou a medida e argumentou que o aumento do
imposto atinge os mais vulneráveis.
— Muitas vezes, as pessoas dizem
“isso vai refletir só no empresário”. Não, vai refletir até no seu pãozinho.
Porque a importação, por exemplo, do trigo que vem da Argentina. Se tiver um
aumento, vai refletir no pãozinho de cada dia.
Já o líder do governo, deputado
José Guimarães (PT-CE), acusou a oposição de fazer demagogia com as medidas do
ajuste fiscal. Após as votações da última semana, Guimarães disse que a base
governista foi estabilizada e, portanto, vai garantir a aprovação das propostas
restantes.
Desoneração
A segunda proposta a ser votada é o Projeto de Lei 863/15, que reduz o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamentos concedido a 56 segmentos econômicos. A proposta tramita em urgência constitucional e substitui a Medida Provisória 669/15, que foi devolvida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, no dia 3 de março.
A segunda proposta a ser votada é o Projeto de Lei 863/15, que reduz o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamentos concedido a 56 segmentos econômicos. A proposta tramita em urgência constitucional e substitui a Medida Provisória 669/15, que foi devolvida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, no dia 3 de março.
O mecanismo, criado em 2011 e
ampliado nos anos seguintes, prevê a troca da contribuição patronal para a
previdência, de 20% sobre a folha de pagamentos, por alíquotas incidentes na
receita bruta. O texto aumenta as duas alíquotas atuais de 1% e 2% para,
respectivamente, 2,5% e 4,5%.
O projeto também faz mudanças na
legislação sobre tributação de bebidas frias (água, cerveja e refrigerantes)
para adequar o texto às normas editadas com a Lei 13.097/15. Essa lei prevê a
incidência das alíquotas sobre o valor de venda e não mais sobre o volume de
produção ou sobre um preço médio.

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