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| Reprodução Rede Globo |
Regulamento da Petrobras limita
uso de recurso a 25% do valor do contrato.
Só no Comperj, foram R$ 2,2 bilhões a mais após início das obras.
Relatórios do Tribunal de Contas
da União (TCU), aos quais o Jornal Nacional teve acesso com
exclusividade, apontam que obras da Petrobras investigadas na Operação Lava
Jato tiveram aditivos bilionários que chegaram a quintuplicar os valores dos
contratos.
Foi o caso da refinaria Abreu e
Lima, em Pernambuco. Um aditivo aumentou o valor do contrato em R$ 150 milhões,
568% a mais do valor inicial. Em 2005, a previsão de custo da obra era de R$
7,4 bilhões. Até o final do ano passado, foram gastos na construção da
refinaria R$ 35,7 bilhões – quase cinco vezes mais.
Outro caso é do gasoduto
Coari-Manaus, que teve aditivos de R$ 563 milhões: 84% acima do contratado,
segundo apurou o Jornal Nacional.
Aditivos são mudanças feitas
depois da assinatura de um contrato, que permitem novos serviços, prazos mais
longos e aumento de valores. O decreto que regulamenta os negócios da Petrobras
diz que os aditivos só podem custar 25% do valor atualizado do contrato.
Ao falar na CPI da Petrobras sobre
os aditivos, um dos acusados na Operação Lava Jato, o ex-gerente da estatal
Pedro Barusco, disse que "em grande parte deles, a exemplo dos contratos,
também havia um percentual de propina".
Comperj
No ano passado, o TCU identificou aditivos de alto valor em obras do Comperj. Quatro unidades industriais receberam R$ 5,5 bilhões em contratos. E mais R$ 2,2 bilhões só em aditivos.
No ano passado, o TCU identificou aditivos de alto valor em obras do Comperj. Quatro unidades industriais receberam R$ 5,5 bilhões em contratos. E mais R$ 2,2 bilhões só em aditivos.
O Complexo Petroquímico do Rio de
Janeiro é uma das maiores obras da história da estatal e seu orçamento, em
2008, era de US$ 8,4 bilhões – na época, cerca de R$ 16,8 bilhões. Hoje, sete
anos depois, o custo, mesmo em dólares, aumentou quase quatro vezes: 30,5
bilhões – em reais são 95 bilhões.
Segundo o TCU, a Petrobras fechou
contratos de R$ 7,6 bilhões sem concorrência nas obras do Comperj. A empresa
alegou falta de tempo para licitações e possibilidade de atraso.
Apesar dos aditivos e da urgência,
atualmente as obras do complexo estão praticamente paradas. Para o tribunal, as
obras do Comperj foram feitas "sem a devida maturação dos projetos e sem
uma avaliação prévia dos riscos envolvidos".
Segundo a Petrobras, a razão do
aumento nos valores foram mudanças no projeto, reajustes, variação cambial e
aditivos. Mas a Operação Lava Jato revelou que uma parcela dos recursos foi
desviada dos contratos.
Em nota, a Petrobras afirmou que
presta os esclarecimentos necessários ao TCU sobre as obras em andamento. A
estatal disse ainda que os aditivos contratuais respeitam as exigências da lei
e só são aprovados após uma avaliação técnica. Segundo a empresa, a negociação
dos valores é feita por uma comissão interna.
Fonte: G1

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