Dinheiro foi depositado em juízo
pela estatal por disputa com a ANP.
O governador do Rio, Luiz Fernando
Pezão, disse nesta terça-feira (3) que a Petrobras deve cerca de R$ 1,6 bilhão
aos cofres públicos estaduais, depois que a estatal depositou este valor em
juízo. Em meio à austeridade econômica que o estado enfrenta, com cortes em
diversas secretarias, o governador comentou sobre a dívida durante a posse do
deputado estadual Paulo Mello (PMDB) como secretário de Governo no Palácio
Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio.
"[a dívida] da Petrobras foi
essa depositada em juízo pelo campo de Tupi, de R$1,6 bilhão. De dívida ativa,
temos diversas empresas, eu vou receber uma lista atualizada nesta tarde.
Algumas delas inclusive a gente vai ter que infelizmente ir para a massa
falida. Eu estou vendo os 50 maiores credores para tomarmos providências
agora", afirmou.
O dinheiro foi depositado em juízo
por conta de uma disputa entre a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo
(ANP) sobre questões geológicas da exploração dos campos de Tupi-Lula. A
estatal e a agência reguladora discordam sobre as dimensões e a maneira como o
petróleo deve ser extraído, de forma unificada ou separada, o que influencia no
valor pago pelas participações.
O impasse foi parar em uma câmara
de arbitragem, que vai decidir qual das duas perspectivas será adotada.
Enquanto isso, o valor de participações especiais pago ao Governo do Estado do
Rio fica retido judicialmente.
Petrobras responde
Por meio de nota, a Petrobras
esclareceu que, juntamente com seus parceiros BG e Petrogal, discorda dos
motivos que levaram a ANP a considerar que Lula (antigo prospecto de Tupi) e
Cernambi (antigo prospecto de Iracema) caracterizam um campo único, argumento
que levou a Agência a cobrar participações governamentais adicionais ao que se
considera devido.
Deste modo, segundo a empresa, o
consórcio liderado pela Petrobras iniciou uma arbitragem para discutir o
assunto, como lhe permite o contrato de concessão. Paralelamente, para
suspender a cobrança da Agência, ajuizou ação cautelar, na Justiça Federal do
Rio de Janeiro, na qual, amparada por decisão judicial, efetua os depósitos
judiciais apenas dos valores controvertidos.
Corte de benefícios fiscais
Em retaliação, Pezão negocia com a
Procuradoria Geral do Estado uma forma de cortar benefícios fiscais da
Petrobras no Rio de Janeiro.
"Estou levantando com a
procuradoria essa situação. Se tiver que ser só um decreto meu, eu farei
imediatamente, se precisar mandar lei eu vou mandar imediatamente para a Assembleia
Legislativa", explicou.
Recém-empossado como parlamentar,
Paulo Melo acredita que a petrolífera precisa honrar os benefícios fiscais que
tem em terras fluminenses.
“Sempre fui defensor de benefícios
fiscais, agora, eles têm que ter uma contrapartida. Nós não podemos dar
benefícios para uma empresa que não paga o que deveria pagar. Aqueles que gozam
dos benefícios também tem responsabilidades”, destacou.

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