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Gularte está
no corredor da morte e pode estar entre
os
prisioneiros a serem executados na Indonésia (Foto: BBC)
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Representantes de embaixadas cujos
cidadãos estão no corredor da morte foram convocados por autoridades para
encontro; execuções são vistas como iminentes.
Em meio a convocação pela
Indonésia de representantes das embaixadas cujos cidadãos estão no corredor da
morte para uma reunião no sábado (25) na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a
400km de Jakarta, a defesa do paranaenese Rodrigo Muxfeldt Gularte entrará com
novo recurso para contestar a condenação.
O grupo de dez prisioneiros
condenados à morte por tráfico de drogas, inclui também cidadãos da Austrália,
Filipinas, França, Gana e Nigéria.
A convocação pode ser indicativa
de que as execuções dos presos, por fuzilamento, pode estar próxima, mas
nenhuma data ou lista de nomes foi anunciada.
Presos e representantes devem ser
avisados com 72 horas de antecedência e este anúncio poderá ser feito no
encontro de sábado.
Execuções na Indonésia
Gularte, de 42 anos, foi preso em julho de 2004 após tentar entrar na Indonésia com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Ele foi condenado à morte em 2005.
Gularte, de 42 anos, foi preso em julho de 2004 após tentar entrar na Indonésia com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Ele foi condenado à morte em 2005.
O paranaense foi diagnosticado com
esquizofrenia e a defesa ainda tenta reverter a possível execução devido sua
condição médica.
Uma equipe médica avaliou Gularte
na prisão em março à pedido da Procuradoria Geral indonésia, mas o resultado
deste laudo não foi divulgado.
"Estamos angustiados e
chocados", disse por telefone à BBC Brasil Ricky Gunawan, advogado da
equipe que defende Gularte, ao comentar a convocação das autoridades
indonésias.
"Pedimos por diversas vezes
que o resultado do laudo fosse divulgado, mas não tivemos nenhuma explicação ou
resposta. É direito da família e da embaixada ter acesso a esse laudo".
Segundo Gunawan, a defesa entrará
com um novo recurso na segunda-feira (27) para contestar a condenação.
"Ainda temos esperança. Temos que acreditar".
Nesta semana, a defesa do
paranaense havia requisitado que uma prima de Gularte que está na Indonésia,
Angelita Muxfeldt, ficasse legalmente responsável por ele, devido sua condição
médica.
Gunawan disse que a lei indonésia
não impede que um condenado com problemas mentais seja executado, mas que há um
dispositivo que proíbe que réus com tais doenças sejam sentenciados à morte.
"Temos fortes evidências que
Gularte tem problemas mentais desde os 10 anos de idade", disse.
A imprensa local informou que
todos os estrangeiros já esgotaram seus recursos na Suprema Corte do país,
apesar de apelos ainda estarem sendo analisados por instâncias inferiores.
Apenas o recurso do cidadão indonésio ainda estaria sob análise na alta corte.
O presidente indonésio, Joko
Widodo, que assumiu em 2014, negou clemência a condenados por tráfico, dizendo
que as drogas provocaram uma situação de "emergência" no país. Em
janeiro, seis presos foram executados, inclusive o carioca Marco Archer Cardoso
Moreira.
Brasil e Noruega convocaram seus
embaixadores na Indonésia em protesto e, em fevereiro, a presidente Dilma
Rousseff recusou temporariamente as credenciais do novo representante indonésio
no Brasil em meio ao impasse com Jacarta diante da iminente execução de
Gularte.
Austrália e França alertaram que
as relações com o país poderiam ser afetadas se seus cidadãos fossem
executados. Grupos de direitos humanos também têm pressionado a Indonésia para
cancelar a aplicação das penas.
Mais de 130 presos estão no
corredor da morte, 57 por tráfico de drogas, segundo a agência Associated
Press.

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