Empresas passarão informações ao governo digitalmente; Receita prevê
aporte extra de R$ 20 bi
O governo federal ainda não tem um prazo para a implementação do
eSocial, um sistema que vai unificar todas as informações que as empresas
passam à União sobre os trabalhadores.
O Comitê Gestor do eSocial deve se reunir no dia 17 deste mês para
publicar a versão definitiva do manual de orientação e estipular o prazo para a
implementação oficial da ferramenta.
Para especialistas, no entanto, o ideal é que isso aconteça apenas em
2016, já que as empresas precisarão de um período para se adaptar, assim como
os trabalhadores.
O sistema, que deve funcionar como uma folha de pagamento digital,
contará com todas as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas de
cada funcionário.
A especialista em soluções de Tax & Accounting da Thomson Reuters
no Brasil Victoria Sanches está acompanhando o eSocial desde que o governo
começou a discutir o assunto, em 2013, e explica como o sistema vai afetar a
vida do trabalhador.
— Os trabalhadores devem manter seus dados atualizados nas empresas
para não correr o risco de não receber algum benefício, como
auxílio-maternidade ou aposentadoria. A implementação já vem sendo prorrogada
há alguns meses. Mas a ideia é que, no futuro, o funcionário possa checar em um
portal todos os seus dados de trabalho.
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, o eSocial é a
maneira mais fácil e mais simples para as empresas prestarem as informações dos
empregadores ao governo.
— Ele simplifica a ação dos empregadores. Vamos ter em mãos as
informações necessárias para a implementação das políticas públicas melhores e
mais justas com as informações corretas.
Fonte: R7

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