As acusações são de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido de meio de comunicação.
A
Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro recebeu, entre julho e
setembro, 2.981 denúncias de irregularidades e propôs, até agora, 16 ações
pedindo a cassação do registro e a inelegibilidade de candidatos. As ações de
Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) são contra três candidatos a governador
– Anthony Garotinho, com cinco representações; Luiz Fernando Pezão, com três; e
Lindbergh Farias, com duas ações – e seis contra candidatos a deputado
estadual: Bebeto, Cidinha Campos, Daniele Guerreiro, Fatinha, Gustavo Tutuca e
Roberto Henriques.
As
acusações são de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso
indevido de meio de comunicação. De acordo com o procurador regional eleitoral,
Paulo Roberto Bérenger, se condenados, os réus podem perder o mandato, caso
venham a ser eleitos.
“O
processo vai tramitar no Tribunal Regional Eleitoral e a consequência é que
eles podem ser cassados, o diploma ou o registro, dependendo do caso, e ser
declarada a inelegibilidade dos candidatos por oito anos. Ainda é cedo para
falar em recursos, porque as ações começaram agora, muitos sequer foram
notificados para recorrer. É muito difícil essas ações serem julgadas antes da
diplomação de qualquer candidato, então, se ele for eleito e a ação for julgada
procedente, ele pode perder o cargo”.
Os casos
mais comuns são de uso de caravanas eleitorais antes do período permitido para
propaganda, uso de centros sociais e promoção pessoal em jornais do interior.
Em nota, a assessoria de imprensa de Lindbergh Farias informa que o candidato
está “absolutamente convicto” de que as ações promovidas pela PRE “não têm
fundamento jurídico”. A assessoria de Garotinho informou que nenhuma ação deve
prosperar, “porque não são baseadas em provas consistentes”. A assessoria de
Pezão informa que o candidato “recorreu dessas ações e confia em resultados
favoráveis”.
Mais 325
ações foram propostas pela PRE por propaganda irregular, que gera multa de R$ 2
mil a R$ 8 mil. Entre as denúncias estão novidades como o envio irregular de
mensagens para celular via SMS e WhatsApp, via e-mail e também cartas
para a casa de eleitores, pedindo oração para determinados candidatos. Mas, de
acordo com o procurador regional eleitoral auxiliar Maurício da Costa Ribeiro,
a maioria das denúncias é de placas e cavaletes deixados em locais proibidos.
Para ele, o valor atual da multa é irrisória.
“É uma
questão de civilidade, de cidadania, de educação, de conscientização, sobretudo
dos partidos políticos quando contratam seus cabos eleitorais. A multa é
irrisória, me parece que ela já está embutida na própria propaganda, a
impressão que dá é que eles já separam o dinheiro para a multa. Imagina uma
placa colocada em via pública, em local que atrapalha a circulação de
pedestres, o quanto não é visível para as pessoas, o quanto não propaga o nome
desse candidato. Quando ele é pego, a multa que ele vai pagar, de R$ 5 mil, R$
8 mil é irrisória em relação aos ganhos que ele terá. É uma soma que só
prejudica a população”.
A PRE
alerta que após as 22 horas de sábado (4), véspera da eleição, fica proibida
qualquer tipo de propaganda política, inclusive as placas afixadas em
residências particulares e a manifestação silenciosa de eleitores que vestem
camisas ou portam bandeiras e adesivos para se dirigir ao local de votação,
antes permitida. Denúncias sobre propaganda eleitoral irregular podem ser
feitas pelos telefones 190, da Polícia Militar, e (21) 2253-1177, do
Disque-Denúncia.
Fonte: Agência Brasil

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