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Os candidatos no estúdio durante o quarto
debate entre presidenciáveis
da campanha
eleitoral. (Foto: Antonio Chahestian/Record)
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Debate organizado pela TV Record
reuniu sete candidatos a presidente.
Presidenciáveis se confrontaram diretamente e responderam a jornalistas.
Dilma Rousseff (PT), Marina Silva
(PSB) e Aécio Neves (PSDB) buscaram uns aos outros nas perguntas e também foram
os principais alvos dos questionamentos dos demais rivais durante o quarto
debate entre candidatos a presidente da campanha eleitoral deste ano,
organizado na noite deste domingo (28) pela TV Record.
O debate durou cerca de duas horas
e reuniu sete presidenciáveis: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio
Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e
Levy Fidelix (PRTB). Foi dividido em quatro blocos, dois dos quais com
perguntas entre os próprios candidatos, um com perguntas de jornalistas e outro
destinado às considerações.
Pelo sorteio da ordem das
questões, Dilma teve a oportunidade de perguntar duas vezes diretamente para
Marina, que perguntou à petista uma vez. Numa das indagações formuladas por
jornalistas, o questionamento foi dirigido à presidente, com comentário da
candidata do PSB.
O primeiro embate entre Dilma e
Marina se deu logo na segunda pergunta do debate, quando a presidente
questionou a adversária sobre as mudanças de partido – ela saiu do PT para o
PV, sigla que deixou para tentar criar a Rede, e por fim ingressou no PSB – e
sobre a posição em relação à votação no Congresso da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Marina afirmou que votou a favor
da criação da CPMF e disse ter coerência nas posições que defende. "Mudei
de partido para não mudar de ideais e de princípios", declarou. "Não
faço oposição por oposição. Sei o que é melhor para o Brasil". Na réplica, Dilma se disse
"estarrecida" pelo fato de, segundo ela, Marina ter se
"esquecido" de que votou contra a CPMF.
Noutro embate, Marina chamou de
"fracasso" a política do governo para o etanol. Disse que, durante o
governo da petista, 70 usinas foram fechadas e 40 estão em recuperação
judicial. "A política de etanol do meu governo é baseada naquilo que você
é contra: o subsídio", afirmou, dirigindo-se a Marina. "Temos um
conjunto de medidas para reforçar o setor de etanol", respondeu Dilma.
A presidente quis saber ainda a
opinião de Marina sobre o crédito concedido por bancos públicos e disse que a
adversária não sabe qual é o montante de crédito concedido. Marina afirmou que
é um "boato" a versão de que pretende "enfraquecer" os
bancos públicos. "Não só vou manter o crédito dos bancos públicos, como
vou fortalecer os bancos públicos. Isso é só mais um boato em relação à nossa
aliança", declarou. ""O seu programa de governo diz que a Sra.
vai reduzir o crédito para os bancos públicos", retrucou Dilma. Marina
reagiu reafirmando que essa versão é um "boato". "O que vamos
evitar é subsídio para empresários falidos, aqueles que são os ungidos [...]
Não vamos é permitir que o recurso do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social] seja usado para meia dúzia", declarou.
Aécio Neves foi alvo de perguntas
de Dilma e Marina e conseguiu perguntar uma vez a Dilma. Também ouviu
comentário de Dilma para uma pergunta feita a ele por um dos jornalistas.
O tucano aproveitou para criticar
o governo ao ser questionado por Marina sobre a questão da energia. Ela quis
saber o que Aécio pretende fazer, se eleito, para evitar um "apagão"
energético. Ele afirmou que não houve planejamento do governo nem investimento
em linhas de transmissão. Marina disse que é preciso acabar com o
"improviso" e que o governo "não fez o dever de casa" no
setor de energia.
Dilma questionou Aécio sobre quais
privatizações ele pretende fazer se for eleito e disse que o governo do PSDB
tentou mudar o nome da Petrobras. Na resposta, Aécio disse que pretende
"reestatizar" a Petrobras e afirmou que as denúncias em relação à
estatal "não cessam". "É eleitoreiro falar que o sr. vai
reestatizar. Vocês tentaram vender as ações a preço de banana", afirmou
Dilma. Noutro momento, a presidente disse que o PSDB "quebrou o Brasil
três vezes" e "desempregou".
"Vou poupá-la do tema
corrupção. Vamos falar sobre segurança pública", propôs Aécio ao perguntar
para Dilma. Ela respondeu dizendo pretender ampliar as ações do governo federal
nessa área, que é prerrogativa dos estados. Mas na réplica retomou o tema
corrupção: "Quero voltar ao tema corrupção. Na minha vida, tive tolerância
zero com corrupção. Dei autonomia para a Polícia Federal prender Paulo Roberto
e os doleiros todos", declarou.
Ao responder a uma pergunta de
Pastor Everaldo, Aécio também criticou o pronunciamento de Dilma na abertura da
Assembleia das Nações Unidas, na semana passada, em Nova York. Segundo ele, a
presidente foi à ONU para fazer um "autoelogio" do seu governo e
propor diálogo com terroristas do grupo Estado islâmico, "uma mancha na
política externa brasileira" .
Marina e Dilma também foram objeto
de comentários em perguntas e respostas de outros candidatos. Levy Fidelix, por
mais de uma vez, disse que Marina tem a companhia de "sonegadores e
banqueiros". Dilma chegou a obter direito de resposta depois que Levy
Fidelix e Pastor Everaldo debateram entre si o tema corrupção na Petrobras.
"Uma coisa tem de ficar clara: quem demitiu o [ex-diretor preso da
Petrobras] Paulo Roberto [Costa] fui eu.
Eu fui a única candidata que apresentou propostas concretas de combate à
corrupção", disse Dilma no tempo do direito de resposta.
Considerações finais
No último bloco, o das
considerações finais, Dilma perguntou ao eleitor quem tem mais experiência e
apoio político, quem enfrentou uma crise internacional e tem
"firmeza" para projetar o Brasil no cenário mundial. "Peço que
você reflita sobre todas essas questões. Tenho certeza que você vai fazer a
melhor escolha", pediu.
Marina Silva afirmou que criará
escolas em tempo integral e se comprometeu com o fim da reeleição. Reiterou que
quer "manter as conquistas e corrigir os erros". A candidata disse
que quer acabar com a polarização entre PT e PSDB, que, segundo ela, não têm
mais condições de "ouvir o Brasil".
Aécio Neves disse ter se preparado
para apresentar uma proposta de inflação controlada e retomada do crescimento.
Segundo ele, o atual governo perdeu as condições de governar e Marina Silva
ainda não reúne essas condições.
Pastor Everaldo se disse a favor
da meritocracia, da liberdade da imprensa "sem marco regulatório" e
criticou o "mar de corrupção". "Vote a favor da família",
concluiu.
Eduardo Jorge afirmou que é o
"candidato do coração" das pessoas. "Você tem que votar no que
acha melhor, no que mais se identifica com vocês", afirmou.
Luciana Genro disse que é a
"única candidatura de esquerda coerente". "Para que as bandeiras
sejam vitoriosas, precisamos do seu voto", pediu a candidata.
Levy Fidélix declarou que não é
"utópico" e que não vencerá as eleições. Criticou o pagamento de
juros bancários e pediu "consciência" a Dilma, Marina e Aécio. "Apenas me coloco para 2018
como investimento, tá?", afirmou.
Fonte: G1

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