De
2010 a 2012, 33.630 elefantes foram caçados ilegalmente na África.
A
caça ilegal de elefantes na África pode ser pior do que se estimava nos últimos
anos, o que estaria colocando em sério risco o futuro desse animal no
continente - alertou um novo estudo, publicado na última segunda-feira (18).
Pesquisadores
da Reserva Natural Samburu do Quênia elaboraram um novo modelo de todo o
continente, que permitiu detectar um aumento no número de elefantes mortos. O
trabalho, publicado pela revista científica "Proceedings of the National
Academy of Sciences" ("PNAS"), destaca que as populações desse
mamífero estão caindo a um ritmo de 2% ao ano, um declínio que supera sua
capacidade de reprodução.
"Basicamente,
isso significa que estamos começando a perder a espécie", alertou o autor
encarregado do estudo, George Wittemyer, professor assistente no Departamento
de Pesca, Vida Selvagem e Biologia da Conservação da Universidade do Estado do
Colorado, nos Estados Unidos.
Embora
a quantidade de elefantes vivendo na natureza seja difícil de estimar, o Fundo
Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), avalia que existam entre 470
mil e 690 mil destes animais no continente africano.
O
estudo aponta que, em relação à população existente destes animais na África, a
taxa anual de elefantes caçados ilegalmente entre 2010 e 2012 foi de 6,8%, o
que representa um total de 33.630 animais mortos pelas mãos de caçadores
ilegais nestes três anos.
Embora
a caça tenha diminuído sutilmente em 2012, os números ainda são muito altos, o
que dá lugar a um declínio nas populações de 2% a 3% ao ano, após se levar em
conta as taxas de reprodução.
África
Central, Tanzânia e Moçambique são as regiões mais afetadas pela caça ilegal,
afirmaram os autores do estudo. Apenas na África Central, as populações de
elefantes diminuíram 63,7% entre 2002 e 2012.
Valorização
do marfim
De acordo com o estudo, a caça ilegal aumenta, sobretudo, quando o preço do marfim alcança US$ 30 o quilo. "Atualmente, é de US$ 150, e a caça ilegal se torna um grande problema", destacou Wittemyer.
"Nossas
análises mostram um elevado preço no comércio ilegal de marfim pago pelos
elefantes da África e sugerem que a taxa de caça atual é superior à capacidade
estimada de reprodução da espécie", alertaram os autores do trabalho.
No
começo do século XX, 20 milhões de elefantes foram contabilizados na África,
mas seu número caiu para apenas 1,2 milhão em 1980.
Apesar
de a caça da espécie ter sido proibida em 1989, atualmente, restam apenas 500
mil desses animais, apontam números da Convenção sobre o Comércio Internacional
de Espécies em Risco de Extinção (Cites).
Fonte: G1

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!