O diretor de Contratos da Construtora Norberto Odebrecht, Marco Antonio Duran, também foi denunciado.
O
Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou à 27ª Vara Criminal da
capital o ex-diretor Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e o diretor
de Contratos da Construtora Norberto Odebrecht, Marco Antonio Duran, por
fraude em licitação.
Foram
denunciados também os engenheiros da Petrobras, Aluísio Teles Ferreira Filho,
Alexandre Penna Rodrigues e Sócrates José Fernandes Marques da Silva; o
advogado da companhia, Venâncio Pessoa Igrejas Lopes Filho; o técnico de
inspeção de equipamentos, transferido da Transpetro para a Petrobras
exclusivamente para tomar parte na licitação, Ulisses Sobral Calile; o
ex-empregado da Petrobras, João Augusto Rezende Henriques; e Rodrigo Zambrotti
Pinaud. Se condenados, podem pegar até quatro anos de prisão.
O MP-RJ
também pediu a perda dos empregos públicos e pagamento de multa de 2% sobre o
valor do contrato licitado. A denúncia assinada pelos promotores de Justiça
Alexandre Themístocles, Cláudia Condack e Andrea Amin, da 1ª Central de
Inquéritos, foi baseada no relatório de auditoria interna da própria Petrobras.
Segundo os
promotores, Jorge Luiz Zelada direcionou o processo licitatório do Plano de
Ação de Certificação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Área Internacional
com auxílio de advogado, técnico e engenheiros da empresa, em favor da
empreiteira, resultando na contratação da Odebrecht em setembro de 2010, pelo
valor de US$ 825.660.293,73.
Ainda
conforme a denúncia, o ex-diretor violou a convocação da licitação,
determinando que a contratação dos serviços se desse de forma centralizada.
“Duas comissões foram criadas, de contratação e de licitação, e seus
integrantes assinavam atas sem tomarem ciência efetiva do teor de documentos e
reuniões. A aprovação do projeto por Zelada se deu ainda sem as avaliações
prévias obrigatórias dos comitês de gerentes-gerais e de gerentes executivos da
empresa”, informam os promotores.
O MP-RJ
informou ainda que encaminhou o caso para o Núcleo de Combate à Corrupção e à
Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A intenção é que seja
instaurado inquérito relativo à fraude, incluindo a venda da refinaria de San
Lorenzo (na província de Santa Fé, Argentina); a aquisição de participação de
50% no Bloco 2714–A, offshore da Namíbia; a contratação da empresa
Vantage Deepwater Company em serviços de perfuração do navio-sonda Titanium
Explorer; e a venda de 27,3% da participação indireta na distribuidora de
energia argentina Edesur.
Fonte: Agência Brasil

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