A
Secretaria de Saúde de Rio das Ostras antecipou as comemorações ao Dia Mundial
Sem Tabaco, 31 de maio. A equipe do Programa Municipal de Controle do
Tabagismo reuniu, no posto de saúde do Mar do Norte nesta semana, profissionais
de saúde, pacientes, familiares e comunidade para esclarecer sobre os males do
cigarro, apoiar aqueles que tentam deixar a dependência e celebrar a vida sem
tabaco. O evento também serviu para divulgar o Programa para a população.
A
coordenadora do Programa, a terapeuta ocupacional Jorgina Lima, abriu o evento
falando sobre os ganhos que o programa vem trazendo a quem decide deixar de
fumar. Além disso, ela gradeceu o empenho da equipe do posto de saúde do Mar do
Norte e das outras unidades onde funciona o Programa: Cantagalo, Operário e o
Centro de Reabilitação.
“Queremos
mostrar às pessoas que deixar o cigarro traz ganhos à saúde física, emocional e
até financeira. Há pacientes que melhoraram até seus relacionamentos depois de
parar de fumar”, contou Jorgina. A terapeuta explicou ao público que o Programa
acolhe todos que desejam se livrar da dependência, respeitando o tempo de cada
indivíduo.
Há
10 meses sem se aproximar do cigarro, Sandra Faustino, de 60 anos, deu seu
depoimento com a felicidade estampada no rosto. “Fumei por 40 anos; tentei
parar sozinha, não consegui e entrei em depressão. Daí, resolvi buscar ajuda do
Programa. Estou muito satisfeita, todos elogiam minha pele, dizem que estou
mais bonita. E melhor, perdi meu apelido de ‘fumacinha’ entre meus amigos”,
relata com bom humor.
PROGRAMA –
Jorgina explica que a demanda no Programa de Controle do Tabagismo vem se
intensificando. Principalmente depois da descentralização do atendimento, antes
restrito ao Centro de Reabilitação. Só no primeiro trimestre deste ano, mais de
200 pessoas se inseriram no Programa, formado por uma equipe
multiprofissional, com assistente social, terapeuta ocupacional, psicólogo,
enfermeiro e médico.
Pelo
protocolo de atendimento, quem busca a Secretaria de Saúde passa por uma
triagem nas unidades e então se integra aos grupos. O paciente recebe manuais,
produzidos pelo Ministério da Saúde, com informações e dicas comportamentais
referentes aos períodos do tratamento pelo qual está passando.
A
coordenadora explica que, uma vez identificada a necessidade, depois de parar
de fumar, o paciente recebe os insumos que ajudam a mantê-lo longe do cigarro:
adesivos, goma e pastilhas de nicotina. Quando necessário, existe a prescrição
de medicamentos.
“Cada
caso é visto de forma particular. Algumas pessoas necessitam de outras formas
de apoio psicológico, por exemplo, como uma escuta individualizada, além das
reuniões”, completou a coordenadora.
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