Ele atuava há 30 anos na
APAE de Cabo Frio e visitava crianças doentes.
A morte de um professor de
educação física que trabalhava da rede municipal de Cabo Frio gerou revolta na cidade. Segundo a
Polícia Militar, João Trajano Caixeiro, de 44 anos, foi morto com vários tiros
na cabeça na noite de ontem, quinta-feira (5), em uma rua do bairro Jardim
Caiçara.
Ele era professor há 30 anos na Associação dos Pais e Amigos dos
Excepcionais (APAE) de Cabo Frio. De acordo com parentes e amigos, João Trajano
era conhecido por ser muito extrovertido e animado. Dava vida ao palhaço
Pipoco, que ajudava na recuperação de crianças internadas no Hospital da
Criança.
Segundo o comandante do
25° Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Ruy França, a suspeita é de
que o crime tenha sido passional, em que o motivo pode ser alguma paixão
doentia. João Trajano também era professor em uma academia da cidade, de onde
havia acabado de sair antes de ser morto por dois homens que passaram em uma
moto efetuando disparos.
"Era uma pessoa
querida, amiga, alegre, bem humorada sempre, colocava os alunos pra cima. Nada
justifica o que aconteceu. O conheço há 20 anos e nunca soube de qualquer briga
ou desavença com alguém, pelo contrário, Trajano era totalmente a favor da
paz", disse uma amiga da família que preferiu não se identificar.
A diretora da APAE de Cabo
Frio, Nilza Miquelotti, lamentou a morte do professor e disse que todos os
alunos e amigos estão muito comovidos. ''Ele estava com a gente
há muito tempo. Eu não conheço ninguém que tinha raiva ou não gostava do
Trajano. Nós estamos muito tristes, perplexos com o acontecido'', disse.
O velório do professor
acontece na sede da APAE, na Avenida Joaquim Nogueira, 571, bairro São
Cristovão. O enterro está marcado para acontecer às 16h no Cemitério Santa
Izabel, bairro Portinho. João Trajano era divorciado e deixa três filhos
adolescentes. Ainda de acordo com a polícia, os assassinos estavam de capacete,
o que dificulta o trabalho nas buscas. O ocorrência foi registrada na 126º
Delegacia Policial. A Polícia Civil investiga o caso.
Fonte: G1 Região dos Lagos

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