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| Luis Felipe Rangel de Melo, que completaria quatro
anos em setembro, foi ferido dentro de casa |
Tiroteio na região matou criança na manhã de quarta-feira
(25).
Armas de PMs já foram para perícia, diz Polícia Civil.
Um dia após a morte a tiros de um menino de três anos no
Morro da Quitanda, em Costa Barros, no Subúrbio do Rio, o policiamento segue
reforçado nos acessos à favela, segundo confirmou a Polícia Militar (PM) na
manhã desta quinta-feira (26). Às 9h20, o corpo da criança seguia no Instituto
Médico Legal (IML). Não havia confirmação sobre local e hora do sepultamento e
enterro.
De acordo com o comando do 41º BPM (Irajá), policiais
militares atuavam na área desde a última semana, pois haviam recebido
informações de que criminosos estariam roubando veículos de carga e
transportando as mercadorias para dentro da favela. O tiroteio entre policiais
e criminosos que resultou na morte da criança teria acontecido momentos após a
chegada de um blindado da PM para o patrulhamento.
Luis Felipe Rangel de Melo, que completaria quatro anos em
setembro, foi ferido dentro de casa, socorrido pela mãe e pelo padrinho,
segundo informações da 39ª DP (Pavuna). Ele foi encaminhado para a Unidade de
Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, porém, não resistiu, e deu entrada
morto na unidade às 9h40, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Como confirmou a PM, o local do crime foi preservado até a
chegada da perícia, realizada por agentes da Divisão de Homicídios (DH) da
Capital, responsáveis pela investigação do caso. Familiares, testemunhas e os
15 policiais militares que participaram da ação estão sendo ouvidos, como
divulgou a Polícia Civil. As armas dos PMs foram apreendidas e encaminhadas à
perícia.
Ainda segundo os policiais militares, outras duas pessoas
também ficaram feridas no confronto e foram socorridas na mesma UPA. Após o
tiroteio, moradores fizeram um protesto contra o crime. Ao menos 14 ônibus
foram depredados, de acordo com a Rio Ônibus. Cinco estações da Linha 2 do
Metrô Rio precisaram ser fechadas por medidas de segurança, e a circulação dos
trens da Supervia chegou a ser interrompida em um trecho do ramal de Belford
Roxo.
Na manhã desta quinta, moradores da região reclamavam que
não havia ônibus passando na Estrada de Botafogo, uma das vias obstruídas pelos
manifestantes na manhã de quarta. O Rio Ônibus não respondeu ao G1 sobre como
está a circulação dos coletivos um dia após a confusão.

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